Intenção é fomentar o plantio comercial por pequenos agricultores para abastecer a criação de aves de corte de agroindústrias na região.
O Ministério da Agricultura, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Banco do Brasil tentam criar condições para aplicação de recursos do Programa Caminho Verde Brasil no Nordeste. A intenção é fomentar, com juros atrativos, o plantio comercial de milho por pequenos agricultores locais para abastecer a criação de aves de corte de agroindústrias instaladas na região.
O assessor especial do Ministério da Agricultura e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin, disse que mais de R$ 3 bilhões, cerca de 10% dos recursos mobilizados pelo leilão do Eco Invest destinado à recuperação de áreas degradadas no Caminho Verde, devem ser usados na região. A regra prevê a aplicação desse percentual em projetos na Caatinga.
Uma reunião realizada nesta quinta-feira (26) na superintendência do BB em Recife (PE) deu início às tratativas. Participaram representantes dos agricultores, industriais da avicultura, governo e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Augustin disse que a intenção é construir uma solução para a produção de milho nos arredores das empresas avícolas com recursos do Caminho Verde Brasil. “Queremos unir as pontas entre os agricultores, bancos e empresas para que pequenos produtores da Caatinga, que normalmente fazem plantio de subsistência, venham a plantar milho para a produção de aves“, afirmou após o encontro. Uma nova reunião foi marcada para abril para avançar com o processo.
“Seria uma coisa fora da normalidade. Estaríamos pegando agricultores que plantam basicamente feijão de corda e mandioca para comer, tiraríamos eles dessa situação para levar para uma agricultura comercial, para vender o milho, algo revolucionário para a renda do agricultor na região“, completou.
Marcelo Osório, diretor de Relações Institucionais da ABPA, disse que existe consenso na cadeia sobre o potencial do projeto, mas a viabilidade depende de juros baixos nos financiamentos.
“A perspectiva é positiva e importante para agroindústrias do Nordeste. O maior desafio é ter taxa de juros competitivas, não adianta aplicar taxas de juros do Centro-Oeste e do Sul. Aqui tratamos de uma região com risco maior e que ainda não está preparada. Estamos fomentando a produção e temos que trabalhar com taxa de juros muito competitivas para atrair e fazer esse desenvolvimento“, opinou.




















