Falta de chuvas em Goiás e Minas Gerais reduz expectativa de produção da segunda safra 2025/26 e deve impactar exportações
Mesmo de forma pontual, produtores brasileiros já iniciaram a colheita do milho da segunda safra 2025/26. No entanto, especialistas do agronegócio apontam que a produção nacional deve ser menor em comparação ao ciclo anterior, cenário que pode provocar aumento nos preços do cereal no mercado interno e afetar diretamente as exportações brasileiras.
O principal fator para a redução da safra é a estiagem registrada em importantes regiões produtoras, especialmente no estado de Goiás, considerado o quarto maior produtor de milho segunda safra do país. A escassez de chuvas durante os meses de março e abril comprometeu o desenvolvimento das lavouras e já provoca estimativas de perdas significativas.
Segundo Fabio Meneghin, diretor e sócio fundador da Veeries Inteligência em Agronegócio, Goiás concentra os maiores prejuízos da safra. “Os principais problemas para a safra estão em Goiás e em áreas de Minas Gerais, como Triângulo Mineiro e Unaí. Essas regiões sofreram com tempo muito seco em março e abril. Mas Goiás é onde se concentra o problema com o milho segunda safra, e a quebra é evidente, com redução de 5 milhões de toneladas”, destacou.
Além de Goiás, regiões de Minas Gerais também devem registrar queda na produtividade, contribuindo para um balanço nacional mais fraco nesta temporada.
A colheita em Goiás deve ganhar força a partir do mês de junho. Apesar da previsão de retorno das chuvas nos próximos dias, especialistas avaliam que a umidade chega tarde para recuperar grande parte das áreas afetadas pela seca.
A meteorologista Ludmila Camparotto, da Rural Clima, explica que há previsão de chuvas irregulares no início de junho para Goiás e Minas Gerais, mas ressalta que o impacto positivo deve ser limitado. “Acredito que essa chuva já tenha vindo tarde para muitas lavouras”, afirmou.




















