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Com maior rebanho de gado, pecuaristas de MT reagem à sobretaxa da China contra carne bovina

Com maior rebanho de gado, pecuaristas de MT reagem à sobretaxa da China contra carne bovina — Foto: Chico Valdiner- (Gcom/MT)

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A partir do dia 1º de janeiro, a China vai taxar em 55% importação de carne bovina que exceder cota. A medida deve valer por três anos.

 

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) reagiu nesta quarta-feira (31) à sobretaxa anunciada pela China sobre a carne bovina brasileira e afirmou que qualquer incidente causa impactos em toda a cadeia produtiva, especialmente sobre o bolso do pecuarista.

A China informou que a partir de 1º de janeiro de 2026 vai cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem as cotas de países fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos. A medida deve valer por três anos.

Impacto esse que já causa preocupação entre pecuaristas de Mato Grosso, que possui um rebanho de quase 34 milhões de gado, um dos maiores do Brasil.

Com maior rebanho de gado, pecuaristas de MT reagem à sobretaxa da China contra carne bovina — Foto: Chico Valdiner- (Gcom/MT)

Com maior rebanho de gado, pecuaristas de MT reagem à sobretaxa da China contra carne bovina — Foto: Chico Valdiner- (Gcom/MT)

 

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A Acrimat disse que os frigoríficos exportadores já manifestaram preocupação com o impacto que pode gerar em toda a cadeia produtiva e citou o caso das sobretaxas impostas pelo governo americano de Donald Trump no começo do ano.

Sabemos que qualquer incidente seja sanitário ou econômico impacta negativamente no bolso do pecuarista e é ele quem paga toda a conta no final. O último exemplo claro disso foi o tarifaço dos EUA onde os preços da arroba desabaram por conta de um único importador“, afirmou.

Para se ter uma ideia, em novembro deste ano, a exportação de carne bovina do estado bateu recorde ao superar as 112 mil toneladas, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O principal destino foi a China, que responde por 54,8% de toda a carne bovina exportada pelo estado neste ano, segundo o Imea.

Os grandes exportadores brasileiros têm condições de pulverizar esse excedente sobretaxado para outros mercados sem prejudicar o pecuarista brasileiro com manobras especulativas“, disse a Acrimat.

A associação de pecuaristas destacou que espera ajuda do governo federal especialmente à categoria que está no dia a dia da produção, e não apenas aos exportadores.

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