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Suplente de vereadora em MT é morta a tiro; polícia vê contradições em depoimento e prende marido

Professora Martinha (detalhe) foi encontrada morta com um tiro de arma de fogo

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A Polícia Militar foi acionada às 16h30 após denúncia de um possível suicídio

 

Uma mulher de 42 anos, identificada como Francisca Marta de Jesus Bertoldo, foi morta com um disparo de arma de fogo dentro da própria residência, na tarde dessa terça-feira (24), em Nova Santa Helena (a 599 km de Cuabá), em Mato Grosso. Conhecida como Professora Martinha, ela era suplente de vereadora no município. O marido dela foi preso pela Polícia Civil por apresentar depoimentos contraditórios.

A Polícia Militar foi acionada às 16h30 após denúncia de um possível suicídio. Ao chegar à residência, os agentes encontraram a vítima no chão, segurando um revólver. Ela apresentava ferimentos no braço esquerdo e na região do tórax. Além disso, havia grande quantidade de sangue espalhada pelo piso da casa.

Uma ambulância do município foi acionada e a equipe médica constatou o óbito ainda no local. A área foi isolada e preservada até a chegada da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

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No imóvel estavam o marido da vítima e os filhos do casal, todos bastante abalados emocionalmente. Em relato inicial à polícia, o marido afirmou que estava em uma oficina quando recebeu uma ligação da esposa dizendo que iria tirar a própria vida. Segundo ele, ao chegar à residência, encontrou a mulher com a arma em mãos e tentou desarmá-la, momento em que ocorreu o disparo.

Posteriormente, o homem apresentou versões contraditórias. Em outro depoimento, ele afirmou que estava no banheiro tomando banho e que, ao sair, viu a esposa apontando a arma em sua direção. Disse ainda que tentou tomar o revólver, entrou em luta corporal com Martinha e que ambos caíram no chão, ocasião em que a arma teria disparado.

Diante das inconsistências nos relatos e das circunstâncias do fato, o marido foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. A arma utilizada foi apreendida e ficou à disposição da Politec para perícia.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura se a morte foi causada por suicídio ou se houve participação de terceiros.

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Professora Martinha disputou o cargo de vereadora nas últimas eleições municipais, onde obteve 17 votos, ficando na suplência.

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