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Musa da Gaviões denunciada por lavagem de dinheiro saiu da prisão 11 meses antes de desfilar no carnaval

Natacha Horana volta a desfilar pela Gaviões após 4 meses presa em SP

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Menos de uma semana após se consgrar vice-campeã do Grupo Especial de São Paulo, Natacha Horana foi acusada pelo MP de ocultar bens supostamente adquiridos com recursos do esquema criminoso ligado ao ex-namorado, Valdeci Alves dos Santos, um dos chefes do PCC.

 

A musa da Gaviões da Fiel Natacha Horana, de 33 anos, denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), desfilou no Sambódromo do Anhembi 11 meses após deixar a prisão. Ela tinha sido detida em novembro de 2024, em uma operação que investigava o esquema, e foi solta em março de 2025.

Um dos chefes da facção é Valdeci Alves dos Santos, o Colorido, ex-namorado de Natacha. A influenciadora e ex-bailarina do “Domingão do Faustão” ficou quatro meses detida na Penitenciária Feminina de Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

Em nota, a defesa de Natacha disse que ela foi “injustamente envolvida em investigação apenas porque, anos atrás, acabou se relacionando amorosamente com uma das pessoas investigadas, sendo que jamais praticou qualquer ato ilícito, direto, indireto ou colaborativo”.

A Gaviões foi vice-campeã do Grupo Especial e a musa deve voltar para o Desfile das Campeãs, que acontece neste sábado (21), no Anhembi.

Natacha Horana no desfile da Gaviões da Fiel, que foi vice-campeã do carnaval de São Paulo 2026 — Foto: Luiz Gabriel Franco/g1

Natacha Horana no desfile da Gaviões da Fiel, que foi vice-campeã do carnaval de São Paulo 2026 — Foto: Luiz Gabriel Franco/g1

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Prisão e investigação

 

Natacha foi presa em 14 de novembro de 2024, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, durante cumprimento de mandados ligados à Operação Argento. No mesmo dia, a Justiça decretou sua prisão preventiva.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), ela teria integrado o núcleo “Grupo Valdeci – Parentes e Pessoas Próximas”, responsável por movimentação e ocultação de valores ilícitos do chefe da facção. Segundo a promotoria, Natacha movimentou R$ 15 milhões em suas contas entre 2014 e 2024, valor considerado incompatível com os rendimentos dela como artista.

De acordo com os promotores, as movimentações aumentaram significativamente entre 2021 e 2023, período em que Valdeci estava foragido, e voltaram ao padrão anterior após a prisão dele.

Valdeci foi preso em abril de 2022, durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco, quando viajava com Natacha. Ele utilizava documentos falsos e foi identificado por biometria facial. Está atualmente detido na Penitenciária Federal de Brasília.

Natacha afirma que o conheceu com outro nome e que ele se apresentava como empresário do ramo agropecuário. Segundo ela, o relacionamento durou cerca de três meses.

Em entrevista ao g1 antes do carnaval, a bailarina disse ser inocente e afirmou que foi presa por algo que não cometeu. Ela relatou ter desenvolvido depressão e síndrome do pânico durante o período em que esteve detida e descreveu o retorno à avenida como um “renascimento”.

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Natacha Horana Silva – musa da escola de samba Gaviões da Fiel – e o ex-namorado Valdeci Alves dos Santos. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais

Natacha Horana Silva – musa da escola de samba Gaviões da Fiel – e o ex-namorado Valdeci Alves dos Santos. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais

Nova denúncia após o desfile

 

Na nova denúncia apresentada pelo Gaeco, o MP-SP acusa a influenciadora de ocultar e dissimular a propriedade de um imóvel e de um veículo Mercedes-Benz avaliado em R$ 320 mil, que teriam sido adquiridos com recursos do esquema criminoso liderado por Valdeci.

O Ministério Público aponta que o carro foi pago em dinheiro vivo, o que dificultaria o rastreamento da origem dos valores. O automóvel foi apreendido em novembro de 2024, durante a operação que levou à prisão da bailarina.

Após a apreensão, a empresa LNS Construtora, Incorporadora e Locação Ltda. pediu a restituição do veículo, alegando ser a proprietária e afirmando que o carro havia sido apenas emprestado a Natacha. Segundo o MP, a documentação apresentada indicava apenas troca de bateria da chave e abastecimento..

A denúncia também menciona que Natacha e sua mãe teriam recebido mais de R$ 246 mil de integrantes de outro núcleo investigado.

Mesmo após o retorno à avenida, as investigações seguem em curso nas Justiças de São Paulo e do Rio Grande do Norte.

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