Comunicação da vacinação ao Indea deve ser feita até 2 de julho; descumprimento pode gerar multa e impedir a emissão da GTA.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) reforçou o alerta aos pecuaristas sobre o encerramento da primeira etapa da vacinação obrigatória contra a brucelose no Estado. O prazo para imunização de bezerras bovinas e bubalinas, com idade entre três e oito meses, termina na próxima terça-feira, 30 de junho.
Após a aplicação da vacina, os produtores rurais devem realizar a comunicação obrigatória da vacinação ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) até o dia 2 de julho, conforme estabelece o calendário sanitário vigente no Estado.
Apesar da divulgação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Brucelose pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Famato esclarece que não houve mudanças no calendário de vacinação em Mato Grosso, permanecendo em vigor o cronograma definido pelo Indea.
A brucelose é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Brucella abortus, que afeta principalmente bovinos e bubalinos. A enfermidade provoca sérios prejuízos ao rebanho, como abortos, nascimento de animais debilitados, retenção de placenta, redução da fertilidade e queda na produção de leite.
Além dos impactos econômicos para o produtor rural, a doença representa um risco à saúde pública, pois é considerada uma zoonose e pode ser transmitida aos seres humanos, principalmente pelo contato com animais infectados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.
A vacinação das bezerras é considerada uma das principais medidas para o controle da doença e para a manutenção da sanidade dos rebanhos. Por isso, a Famato orienta os pecuaristas a não deixarem a imunização para os últimos dias, evitando dificuldades no agendamento com profissionais habilitados e garantindo o cumprimento das exigências sanitárias.
Conforme determina a legislação, a vacinação deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário ou vacinador cadastrado. Após a imunização, também é obrigatória a comunicação ao Indea dentro do prazo estabelecido.
A Famato lembra ainda que o produtor que deixar de vacinar as fêmeas na idade exigida estará sujeito à aplicação de multa equivalente a uma Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) por animal, atualmente no valor de R$ 254,36. Além da penalidade financeira, o pecuarista ficará impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para o transporte de animais.
A orientação é que os produtores regularizem a situação de seus rebanhos dentro do prazo, contribuindo para a sanidade animal e para a segurança da pecuária mato-grossense.










