“Podridão salmão da espiga” avança em lavouras, reduz a qualidade dos grãos e provoca perdas significativas na produção de milho
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Uma doença fúngica ainda sem causa totalmente definida tem acendido o alerta entre os produtores de milho em Mato Grosso. Conhecida como “podridão salmão da espiga”, a enfermidade vem sendo registrada em diversas áreas produtoras do estado e já provoca prejuízos expressivos, reforçando a necessidade de monitoramento constante e diagnóstico preciso nas lavouras.
Os principais sintomas observados são a presença de uma massa fúngica de coloração salmão sobre os grãos e espigas, manchas claras na palha e o aumento do número de grãos avariados, comprometendo diretamente a qualidade e o valor comercial da produção.
A situação tem preocupado produtores e técnicos do setor agrícola, principalmente devido ao comportamento ainda considerado misterioso da doença. Especialistas seguem realizando estudos para identificar com maior precisão os fatores que favorecem o surgimento e a disseminação do problema nas lavouras.
Em São José do Rio Claro, um dos casos que mais chamam a atenção foi registrado em uma área de 230 hectares. Nos primeiros talhões colhidos, as perdas já alcançaram cerca de 19 sacas por hectare, representando um impacto significativo na rentabilidade da safra.
De acordo com o produtor rural Cleverson Bertamoni, os prejuízos financeiros já ultrapassam R$ 100 mil apenas na área afetada. A preocupação é que a doença continue avançando para outras regiões produtoras, aumentando ainda mais os danos econômicos ao setor.
Diante do cenário, especialistas recomendam que os agricultores realizem inspeções frequentes nas lavouras, busquem orientação técnica especializada e comuniquem rapidamente qualquer suspeita da doença para facilitar o diagnóstico e a adoção de medidas de manejo.
Mato Grosso é o maior produtor de milho do Brasil, e qualquer problema fitossanitário que afete a produtividade ou a qualidade dos grãos gera preocupação em toda a cadeia produtiva. O avanço da “podridão salmão da espiga” acende um sinal de alerta para o setor, que acompanha atentamente as investigações e busca alternativas para reduzir os impactos da doença nas próximas colheitas.











