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Mato Grosso tem maior procura de recuperação judicial no agro no 3º trimestre deste ano

Imagem Divulgação

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Especialista explica que maior alavancagem e pouca gestão de risco estão entre os fatores para este aumento.

 

Mato Grosso apresentou o maior número de pedidos de recuperação judicial no agro no terceiro trimestre neste ano, de acordo com dados da Serasa Experian divulgados nessa segunda-feira (15).

No estado, foram contabilizados 112 pedidos neste trimestre, liderando o ranking nacional

Em âmbito nacional, este foi o período com a maior quantidade de pedidos desde 2021. Ao todo, foram 628 requisições, o que representa uma alta de 147% quando comparado com o mesmo período do ano passado, com 254 pedidos registrados.

Ao g1, o professor da pós-graduação da Fundação Getulio Vargas (FGV) e um dos maiores especialistas na dinâmica do crédito rural, Luiz Cláudio Caffagni, explicou que são uma série de fatores que contribuíram para esse aumento da recuperação judicial no agro.

O produtor mato-grossense alavanca quando o preço da soja está bom. O que aconteceu? A soja despencou e teve um problema de fluxo de caixa, e gerou endividamento alto com juro alto. Isso é tipo queda de avião, muita coisa ao mesmo tempo. Teve problema climático, tem problema de queda de preço, insumos altos, mas caíram“, afirmou.

O que chama atenção, segundo o professor, é priorizar cada vez mais a gestão de risco. “A maioria não segue isso, é uma minoria, mas que o mercado sente“, disse.

Mato Grosso tem maior número de recuperação judicial no agro no 3º trimestre deste ano — Foto: Assessoria.

Mato Grosso tem maior número de recuperação judicial no agro no 3º trimestre deste ano — Foto: Assessoria.

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Além disso, Goiás e Paraná também tiveram destaque na busca pelo recurso financeiro.

A Serasa explicou ainda, na pesquisa, que esse avanço dos pedidos de recuperação judicial mostra um ambiente mais desafiador sobre a capacidade dos produtores rurais e das empresas do setor em manter o fluxo de caixa e os pagamentos em dia.

Em especial para aqueles que já estão há alguns anos rolando dívidas sem fazer os ajustes necessários para diminuir custos, rever patrimônio e encerrar expansões mal planejadas”, disse a Serasa.

Na pesquisa, uma das orientações aos credores é reforçar a importância na análise de crédito com base em dados. Ou seja, quanto mais precisão e profundidade na avaliação dos riscos, maior a capacidade do mercado de antecipar dificuldades, ajustar limites e evitar que situações de estresse financeiro evoluam, segundo a Serasa.

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