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SOJA EM ALERTA

Produção recua em Mato Grosso, estoques despencam e mercado acende sinal de atenção

Imagem Divulgação

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A nova projeção para a safra 2026/2027 de soja em Mato Grosso traz um cenário de cautela para o setor agrícola. Segundo estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a oferta do grão deve atingir 49,53 milhões de toneladas — uma queda de 4,47% em comparação com a temporada anterior.

A retração está diretamente ligada à expectativa de menor produção no estado, impulsionada por um ambiente de incertezas, principalmente no que diz respeito ao nível de investimentos no campo. Mesmo com a redução, o volume projetado ainda se mantém como o terceiro maior já registrado na série histórica do instituto, evidenciando a força do agronegócio mato-grossense.

Do lado da demanda, o consumo total também deve encolher. A previsão é de 49,39 milhões de toneladas utilizadas ao longo da safra, uma queda de 3,54%. Desse total, 13,65 milhões de toneladas devem ser consumidas dentro do próprio estado, enquanto 5,23 milhões seguirão para outros mercados internos.

As exportações, tradicionalmente um dos pilares do setor, também devem sentir o impacto da menor oferta. A estimativa é de 30,51 milhões de toneladas embarcadas — recuo de 4,98% em relação à safra anterior. A redução reflete diretamente a menor disponibilidade do grão produzido em Mato Grosso.

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Um dos dados que mais chama atenção é o estoque final. Para a safra 26/27, a projeção é de apenas 140 mil toneladas, uma queda expressiva de 78,46% frente ao ciclo anterior. O número acende um alerta para o equilíbrio entre oferta e demanda, indicando um mercado mais ajustado e possivelmente mais sensível a variações.

Apesar do cenário de retração na produção e nos estoques, o mercado apresentou leve reação recente. Na última semana, a soja disponível no estado registrou alta de 1,39%, com a saca sendo comercializada a R$ 103,68.

O conjunto dos dados revela um momento de transição para o setor: produção ainda robusta, mas sob pressão, consumo em queda e estoques cada vez mais enxutos — uma combinação que exige atenção redobrada de produtores, investidores e toda a cadeia do agronegócio.

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