Foi concluído no início da noite desta sexta-feira (07/11) o júri popular referente ao caso que apura a morte do produtor rural Adelfo Borghezan Peron, ocorrida em 20 de fevereiro de 2008, na zona rural de Vera. O julgamento aconteceu ao longo da quinta-feira (06) e sexta-feira (07), no plenário da Câmara Municipal de Vera, reunindo jurados selecionados, representantes do Ministério Público, defesa dos acusados e autoridades judiciais.
A sessão seguiu todo o rito previsto pelo Tribunal do Júri da Comarca de Vera, com exposição da acusação, oitiva de testemunhas, interrogatório dos réus e debates entre acusação e defesa, culminando na votação dos jurados.
Ao final, foram condenados a 18 anos e 8 meses de prisão, cada um, em regime inicialmente fechado:
Maria de Lourdes Pipper Peron (esposa)
Diomar Peron (filho)
Adriano Peron (filho)
Já Tamires Paula Tonin (nora), que também respondia no processo, foi absolvida.
O caso teve forte repercussão regional e estadual desde 2008, quando Adelfo Borghezan Peron foi morto no dia 22/02/2008 e o corpo foi encontrado ao meio-dia do outro dia, por um dos filhos. Na cama havia sinais sangue e não ele localizou imediatamente o pai.
O corpo estava pendurado por uma corda, em um barracão da chácara.
De acordo com o perito Leandro Valendorf, do Instituto de Criminalística de Sinop, o assassino quis simular um suicídio de Adelfo, mas a trama logo foi descartada. “Havia muitos sinais que deixavam claro o homicídio, além da cama com manchas de sangue, percebemos 3 perfurações de faca no tórax, bem em cima do coração”, explicou.
A faca utilizada no crime também foi encontrada, ainda suja de sangue. Adelfo era da executiva do DEM e bastante conhecido no município. A chácara fica cerca de 8 km da cidade.
Princípio de tumulto
No momento da leitura da sentença, houve um princípio de tumulto no plenário. A situação foi rapidamente contida pela Polícia Militar e pelas autoridades presentes, restabelecendo a ordem e garantindo a continuidade dos procedimentos formais.
















