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Julie McFadden fala sobre o tema de forma didática, ajudando familiares e cuidadores a entenderem o processo de falecimento

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A enfermeira Julie McFadden, autora do livro: “Nothing to Fear: Demystifying Death to Live More Fully” (Nada a Temer: Desmistificando a Morte para Viver Mais Pleno), tem ganhado uma legião de fãs em suas redes sociais ao falar sobre as lições que tem aprendido com pacientes em estado terminal — ela tem vasta experiência em cuidados paliativos.

Só no TikTok, a enfermeira já acumula mais de 1,7 milhão de seguidores. Ela fala sobre o tema de forma didática, ajudando familiares e cuidadores a entenderem o processo da morte. Em um dos vídeos publicados na rede, ela fala sobre três sinais comuns que podem surgir nas últimas 24 horas de vida de um paciente. São eles:

 

Ronco da morte

 

Segundo McFadden, o primeiro sinal é caracterizado por um som semelhante a um gorgolejo. Ele ocorre devido ao acúmulo de secreções na garganta, já que o paciente perde a capacidade de engolir ou tossir. Ela afirma ainda que esse som não provoca dor e é um processo natural.

Leia Também:  Surto de sarampo na Bolívia preocupa o Brasil. Manchas no corpo estão entre os sintomas da doença. — Foto: Adobe Stock Confira os sintomas do sarampo: Manchas no corpo Febre alta Mal-estar Tosse Conjuntivite Falta de apetite As infecções causadas pela doença podem causar complicações, incluindo pneumonia, encefalite e desidratação, além de prejudicar a memória defensiva do sistema imunológico contra vários patógenos. Vigilância contínua com a vacinação Eliminar uma doença é uma grande conquista para um país. Mas, para mantê-la longe, é preciso proteger a população, já que o vírus continua circulando no mundo. Como? Vacinando. Se alguém com sarampo de outro país encontra alguém suscetível (sem estar vacinado) no Brasil, o vírus pode voltar a circular e podemos ter casos autóctones (com transmissão em território nacional). Por isso, não é porque o país está "livre do sarampo" que devemos baixar a guarda. A vacina que protege contra o sarampo é a tríplice viral (que também imuniza contra rubéola e caxumba) e está disponível na rede pública para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos. As crianças tomam uma dose da tríplice viral aos 12 meses e outra aos 15 meses. Em São Paulo, ocorre nesta terça-feira (12) uma campanha nas estações de metrô, terminais de ônibus e rodoviárias para estimular a vacinação, até 16h. Quem já tomou a vacina precisa da dose de reforço? Se a pessoa está com o esquema completo, ela não precisa de nenhuma dose adicional. E quando a pessoa não tem a carteirinha de vacinação e não lembra se foi vacinada, os agentes procuram no sistema e, se não for encontrado o registro, os agentes indicam que a pessoa seja vacinada com todas as vacinas para a idade dela. Na fase adulta, a pessoa não vacinada contra o sarampo precisa de duas doses, com um mês de intervalo, para quem tem até 29 anos e uma dose para pessoas de 30 a 59 anos. Quanto menos vacinados tivermos no país, maior a quantidade de pessoas suscetíveis. O resultado? Doenças que já foram eliminadas correm o risco de voltar. O Brasil já foi referência mundial em vacinação. Com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, o país conseguiu eliminar a pólio, o sarampo, a rubéola, a síndrome da rubéola congênita e o tétano neonatal. Mas a cobertura vacinal começou a cair após desde 2015-2016.

 

Respiração agônica

 

O segundo está ligado à alteração no padrão da respiração. Nos momentos finais, ela costuma tornar-se mais lenta, irregular e marcada por pausas longas. Os suspiros se tornam mais intensos, visto que eles não conseguem mais cumprir a função de oxigenar.

 

Julie McFadden ganhou mais de 1 milhão de seguidores falando sobre as lições que aprendeu com pacientes em estado terminal — Foto: Reprodução

 

De acordo com a enfermeira, esse tipo de respiração é um dos indícios mais evidentes de que a morte se aproxima.

 

Olhar da morte

 

A terceira e última manifestação é conhecida como “olhar da morte”. O paciente costuma estar inconsciente, podendo permanecer com os olhos e a boca abertos, porém há indícios de que ainda consigam perceber a presença dos familiares. O olhar, nestes casos, é parado, sem foco, como se estivesse quase sem alma ou vida.

McFadden diz que esses sinais não são obrigatórios e não acontecem em todos os casos. Algumas pessoas partem de forma repentina, sem demonstrar ou ter algum sintoma. A enfermeira diz que, compreender esses processos, pode contribuir para diminuir o medo e a ansiedade, permitindo que a família direcione suas energias ao acolhimento emocional do paciente nos instantes finais.

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