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ELEIÇÕES 2026

RESSACA NAS URNAS, PÂNICO NO MERCADO: dólar dispara, Bolsa desaba e decisões do STF inflamam o pós-eleição

Imagem IA

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Primeiro pregão após reeleição de Lula tem maior alta diária do dólar desde 1999 e pior queda da Bolsa desde 2020; restrição a Flávio Bolsonaro e declaração de Trump ampliam tensão política

 

O resultado saiu das urnas, mas a temperatura política continuou subindo. A segunda-feira (26), primeiro dia útil após o segundo turno presidencial, reuniu uma combinação explosiva: disparada do dólar, tombo na Bolsa, restrição de viagem a Flávio Bolsonaro e questionamentos do presidente americano Donald Trump sobre a eleição brasileira.

No mercado financeiro, a reação à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva foi contundente. Segundo o UOL, o dólar comercial encerrou o pregão a R$ 5,403, com alta de 8,21%, a maior valorização diária desde janeiro de 1999. Durante as negociações, chegou a R$ 5,605. O Ibovespa caiu 13,88%, para 176.357 pontos, no pior desempenho diário desde março de 2020. A intensidade das vendas levou à interrupção temporária das operações pelo mecanismo conhecido como circuit breaker.

Os números exigem precisão: a disparada não representa a maior cotação histórica do dólar, assim como o recuo da Bolsa não foi o maior de todos os tempos. Ainda assim, o pregão marcou uma forte deterioração das expectativas. Analistas ouvidos pelo UOL apontaram a reversão de apostas em uma vitória da oposição e preocupações fiscais como fatores do movimento.

 

Passaporte de Flávio coloca atuação do Supremo sob debate

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Na mesma segunda-feira, Flávio Bolsonaro informou que havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e que estava impedido de deixar o Brasil. Segundo reportagem da Agência Brasil reproduzida pela imprensa, a determinação é de Alexandre de Moraes e integra um processo sob segredo de Justiça envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Flávio negou intenção de fugir do país. A Reuters registrou que o senador relacionou a medida a declarações de seu irmão Eduardo, mas que STF e PF não haviam respondido imediatamente aos pedidos de esclarecimento da agência.

O episódio exige explicações sobre os fundamentos e a necessidade da restrição. Seu anúncio logo após a eleição aumenta a responsabilidade das autoridades de esclarecer a medida, respeitados os limites legais do sigilo. A proximidade das datas, por si só, não comprova perseguição política.

 

Prorrogação de última hora exige transparência

Outro foco de controvérsia foi a decisão de Cristiano Zanin de estender a votação de domingo (25) até as 19h, horário de Brasília. Segundo a Rádio Senado, as duas candidaturas haviam relatado problemas no transporte de eleitores e solicitado providências.

Depois de receber informações sobre urnas já encerradas, Zanin esclareceu que a extensão valeria somente onde a votação permanecesse aberta. As urnas fechadas não seriam reabertas, e seus votos seriam totalizados normalmente.

A condução da medida merece escrutínio público. Entretanto, um levantamento divulgado pela Folha, baseado em dados do TSE, identificou 34.330 votos registrados após as 17h, diante de uma diferença de aproximadamente 4,43 milhões entre os candidatos. Esses dados não sustentam a tese de que os votos posteriores ao horário habitual inverteram o resultado.

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Trump questiona eleição, mas não apresenta provas

Donald Trump também elevou a tensão ao afirmar que a eleição brasileira parecia ter sido fraudada, criticando a prorrogação e a contabilização dos votos. Conforme a Folha, o presidente americano não apresentou provas para sustentar a acusação. Sua declaração tem peso diplomático, mas não equivale à comprovação de irregularidade eleitoral.

 

Análise: quais respostas o país precisa cobrar

O caminho responsável é exigir a divulgação dos fundamentos das decisões, uma cronologia clara da prorrogação e esclarecimentos técnicos sobre seus efeitos. Eventuais denúncias precisam apresentar documentos e elementos verificáveis para investigação pelas instituições competentes.

Na economia, cabe cobrar do governo compromissos claros sobre contas públicas e previsibilidade. Para o cidadão, prudência significa conferir informações antes de compartilhá-las e evitar decisões financeiras precipitadas motivadas por mensagens alarmistas.

O resultado eleitoral não encerra o direito de fiscalizar, criticar e cobrar. Governo, oposição e Judiciário devem prestar contas de seus atos. A cobrança precisa ser firme — e acompanhada de provas quando se transforma em acusação.

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