Parlamentar afirma que processo cumpre exigência legal, mas não repara perda nem alivia sofrimento da família.
O deputado estadual Gilberto Cattani voltou a se pronunciar sobre o julgamento do assassinato de sua filha, ocorrido em Nova Mutum, e não escondeu a revolta. A poucos dias do júri popular, o parlamentar fez um desabafo contundente, afirmando que o sistema de Justiça é incapaz de reparar o que sua família sofreu e que nenhuma sentença será suficiente para compensar a morte da jovem.
Em tom de indignação, Cattani afirmou que o processo atende apenas à burocracia do Estado. Segundo ele, o julgamento pode até cumprir o chamado “rito legal”, mas não traz paz, não traz consolo e tampouco entrega o que ele considera justiça verdadeira. “O que foi tirado não volta”, disse, ao criticar a distância entre a frieza das decisões judiciais e a violência da perda.
O deputado também ressaltou o peso permanente do crime. Para ele, enquanto o tribunal discute penas, prazos e formalidades, a família continua enterrada no luto, e o sofrimento não muda com o resultado do júri. Segundo Cattani, o sistema jurídico tem limites técnicos e institucionais, mas falta humanidade diante de tragédias dessa magnitude.



















