Policiais e garimpeiros trocaram tiros em uma área conhecida como Garimpo da Taca, mas, segundo a polícia, os suspeitos conseguiram fugir.
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Uma operação realizada neste domingo (1º) na região noroeste da Terra Indígena Sararé, na área conhecida como Garimpo da Taca, resultou na destruição de 23 dragas, 12 balsas de mergulho e cinco escavadeiras utilizadas em atividades de garimpo ilegal.
De acordo com a Polícia Civil, os próprios garimpeiros registraram imagens dos equipamentos destruídos durante a ação. Os vídeos teriam sido feitos logo após a saída das equipes do local e passaram a circular em grupos de mensagens.
A ofensiva faz parte das ações de combate à exploração mineral clandestina em terras indígenas, prática considerada crime ambiental e que provoca sérios impactos ao meio ambiente, como a contaminação de rios e degradação da vegetação nativa.
As autoridades não informaram, até o momento, se houve prisões durante a operação. O trabalho de fiscalização na região deve continuar nos próximos dias, com o objetivo de coibir novas tentativas de garimpo ilegal na área.
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Terra Indígena (TI) Sararé — Foto: Fábio Bispo/Greenpeace
A Terra Indígena (TI) Sararé é tradicionalmente ocupado pelo povo Nambikwara, homologado em 1985. O território abrange áreas dos municípios de Conquista D’Oesta, Nova Lacerda e Vila Bela da Antíssima Trindade.
Atualmente, enfrenta uma severa crise ambiental, sendo considerada a TI mais degradada e desmatada do Brasil devido ao intenso garimpo ilegal. A Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%.
O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI com o uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção. Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.
Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé. Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro. Os agentes suspeitam que há cerca de dois mil garimpeiros e membros de organizações criminosas que atuam dentro do território indígena, o que gera conflitos armados.



















