Nas primeiras horas da manhã de terça-feira (21.10), a Polícia Militar encontrou uma cabeça humana dentro de um saco de lixo em uma rua do bairro Garcez, em Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá). A vítima pode ser Anderson Aparecido da Silva, 43 anos, faccionado do PCC que foi brutalmente assassinado e esquartejado pelo Comando Vermelho na noite anterior.
Cabeça é encontrada dentro de saco de lixo em Cáceres- MT — Foto: Reprodução
Acionamento da PM
O achado foi feito por trabalhadores da coleta de lixo, que acionaram a polícia ao encontrarem a cabeça na lateral de uma rua. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial (Politec), que vai confirmar se os restos mortais pertencem a Anderson.
Na residência onde a vítima foi levada inicialmente, a polícia havia encontrado o braço direito e alguns órgãos, sendo que o braço apresentava uma tatuagem com os nomes “Sandra – Jandira”.

Como ocorreu o crime
A ocorrência começou por volta das 20h30 de segunda-feira, quando a Força Tática recebeu informações sobre dois suspeitos armados no bairro Santo Antônio. Ao serem localizados em um táxi, os homens, de 27 e 32 anos, não estavam armados, mas durante diligências foram apreendidos:
- Uma submetralhadora sem carregador nem munições;
- Um coturno, máscara e boina;
- Uma arma de fogo calibre 38 com 16 munições, escondida na descarga de um vaso sanitário.
Eles confessaram ser faccionados do Comando Vermelho, moradores de Cuiabá, e que estavam na cidade para cometer o assassinato. Um terceiro suspeito, preso em Porto Estrela, estava em posse de um Uno usado para sequestrar a vítima.
Segundo os relatos dos suspeitos, Anderson foi atraído sob o pretexto de compra de drogas e levado até uma casa abandonada no Jardim Imperial, onde foi brutalmente assassinado e esquartejado.

Histórico da vítima
Anderson Aparecido da Silva era integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e possuía passagens por roubo seguido de morte, tráfico de drogas, associação criminosa e organização criminosa, conforme os artigos 33, 35 e 155 do Código Penal.
Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia, e a Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do crime.















