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Irã lança mísseis contra base no Oceano Índico e acende alerta na Europa; Vídeo

Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer

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Local fica a cerca de 4.000 km de distância. Um ataque com esse raio poderia atingir alvos em grandes cidades europeias, incluindo Paris e Londres.

 

Um ataque de mísseis do Irã contra uma base militar na ilha Diego Garcia, no Oceano Índico, acendeu um alerta na Europa.

A razão: a instalação fica a cerca de 4.000 km do território iraniano, ao sul do Oriente Médio. É uma demonstração de que Teerã tem poder para atingir alvos mais distantes, incluindo grandes cidades europeias.

A base de Diego Garcia é compartilhada entre EUA e Reino Unido e fica entre a África e a Indonésia. O local foi atacado por dois mísseis balísticos iranianos na noite de sexta-feira (20).

Não houve danos porque um dos projéteis falhou durante o voo e o outro foi abatido pela defesa dos EUA. A imprensa americana revelou o ataque, que foi confirmado pelo Reino Unido e pela agência de notícias iraniana Mehr.

Ataque de mísseis iranianos contra base militar no Oceano Índico e gera alerta na Europa — Foto: Arte g1

Ataque de mísseis iranianos contra base militar no Oceano Índico e gera alerta na Europa — Foto: Arte g1

 

A Mehr afirmou que atacar a base militar foi um “passo significativo que demonstra que o alcance dos mísseis do Irã vai além do que o inimigo imaginava anteriormente”.

O ataque é um indicativo de que o programa de mísseis do Irã, um dos trunfos do regime dos aiatolás, pode ter capacidades que o mundo não conhece.

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Teerã possui um dos arsenais de mísseis mais fortes do Oriente Médio, com projéteis de grande poder de fogo que podem carregar ogivas nucleares, segundo especialistas.

A base de Diego Garcia fica longe do Oriente Médio, onde EUA, Israel e Irã travam uma guerra há mais de três semanas, e o ataque contra a instalação pode ser considerado incomum, porque não fica na região e não desempenha um papel tão importante no conflito quanto as bases norte-americanas em países como Catar e Arábia Saudita.

Um ataque num raio de até 4.000 km poderia atingir locais como:

  • Atenas (cerca de 2.000 km)
  • Budapeste (2.500 km)
  • Viena (2.800 km)
  • Roma (3.000 km)
  • Berlim (3.000 km)
  • Copenhague (3.200 km)
  • Estocolmo (3.200 km)
  • Oslo (3.600 km)
  • Paris (3.800 km)
  • Londres (4.000 km)

Repercussão

 

O Reino Unido condenou o ataque, que classificou de “ameaças iranianas imprudentes”, segundo a secretária de Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper.

O governo britânico, no entanto, considera que atualmente não há nenhuma avaliação de que o Irã consiga fazer um ataque contra a Europa.

Não há nenhuma avaliação que comprove o que está sendo dito. Não tenho conhecimento de qualquer avaliação de que eles nem sequer estejam tentando atingir a Europa — muito menos que conseguiriam, caso tentassem”, afirmou à BBC o parlamentar britânico Steve Reed.

 

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O ataque à base de Diego Garcia serviu de combustível para a retórica de Israel, porque vai na mesma linha de alertas feitos pelo governo Netanyahu sobre o programa de mísseis do Irã. Tel Aviv sustenta o discurso de que o regime iraniano representa uma “ameaça global”.

“O regime terrorista iraniano representa uma ameaça global. Agora, com mísseis que podem alcançar Londres, Paris ou Berlim. O regime terrorista iraniano realizou ataques contra 12 países da região e está desenvolvendo uma capacidade que representa uma ameaça muito mais ampla”, afirmou o Exército israelense em comunicado no sábado (21).

Israel disse ainda que havia revelado durante a Guerra dos 12 dias, em junho de 2025, que o Irã tinha a intenção de desenvolver mísseis com alcance de 4.000 km, algo que Teerã negou à época. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, pediu neste domingo (22) que mais países se juntem a EUA e Israel.

Vista aérea de Diego Garcia, parte de Chagos, território que o Reino Unido retirou das Ilhas Maurício e concordou devolver em 3 de outubro de 2024. — Foto: Marinha dos EUA via AP

Vista aérea de Diego Garcia, parte de Chagos, território que o Reino Unido retirou das Ilhas Maurício e concordou devolver em 3 de outubro de 2024. — Foto: Marinha dos EUA via AP

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