Porta-voz iraniano afirmou que o corpo do líder supremo e os de familiares foram preservados de acordo com as normas islâmicas. Embalsamamento é proibido pela tradição religiosa.
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto em um ataque dos Estados Unidos e de Israel, será sepultado nesta quinta-feira (9) na cidade sagrada de Mashhad. Para a cerimônia, as autoridades iranianas preservaram por quatro meses o corpo dele e os de familiares que também morreram no ataque.
Khamenei morreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. No mesmo bombardeio morreram uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.
Pela tradição islâmica, o esperado era que o funeral ocorresse poucos dias após a morte. No início de março, porém, as autoridades iranianas anunciaram o adiamento da cerimônia por questões de logística e segurança.
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Imagem de Ali Khamenei é exibida durante uma cerimônia pública de despedida no Grande Palácio Imam Khomeini, em 5 de julho de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA via REUTERS
O funeral só foi anunciado oficialmente no começo de junho, quase dois meses após o início do cessar-fogo. As cerimônias começaram no sábado (4) e reuniram milhões de pessoas, segundo a imprensa estatal.
Antes do início das homenagens, o porta-voz do comitê organizador, Iman Attarzadeh, afirmou que os corpos haviam sido preservados em conformidade com as normas religiosas.
“Anunciamos que os corpos de nosso imã mártir e de seus familiares mártires, após terem recebido todo o respeito e cuidado necessários, foram preservados até agora em conformidade com as normas religiosas e legais“, afirmou.
Ele não deu detalhes de como os corpos estavam sendo preservados.
A tradição islâmica proíbe mutilações nos corpos após a morte. Por isso, o embalsamamento químico é proibido ou fortemente desencorajado.
Em entrevista à Fox News, o historiador iraquiano e especialista em contraterrorismo Omar Mohammed afirmou que o mais provável é que o corpo de Khamenei tenha sido mantido em uma câmara frigorífica até o sepultamento.
Segundo Mohammed, a lei islâmica xiita permite, em situações excepcionais, adiar o enterro e preservar o corpo por meio de refrigeração. Ele disse ainda que uma autorização religiosa para abrir essa exceção no caso de um líder supremo seria relativamente fácil de obter.











