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COPA DO MUNDO

Trump admite que pediu para Fifa revisar cartão vermelho e critica árbitro brasileiro: ‘Um pouco suspeito’

Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

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Presidente dos EUA afirmou que não considerou justa a falta marcada contra o atacante da seleção americana Folarin Balogun e ainda fez insinuações sobre possíveis irregularidades envolvendo Raphael Claus.

 

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado ao jogador dos Estados Unidos Folarin Balogun, durante a última partida da seleção norte-americana na Copa do Mundo, contra a Bósnia Herzegovina.

Questionado sobre o tema em uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que não considerou justa a falta marcada pelo árbitro “horrível” e se rebateu as acusações de interferência política na competição:

Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA“.

 

O árbitro da partida foi o brasileiro Raphael Claus.

🔎 Após revisar o lance no VAR, Claus expulsou Balogun aos 18 minutos da etapa final. O atacante recebeu o cartão vermelho por um pisão no tornozelo de Muharemovic.

Trump durante entrevista à imprensa no Salão Oval da Casa Branca nesta segunda-feira (6). — Foto: Reuters/Evan Vucci

Trump durante entrevista à imprensa no Salão Oval da Casa Branca nesta segunda-feira (6). — Foto: Reuters/Evan Vucci

Após criticar o trabalho do árbitro brasileiro em campo, o presidente dos EUA ainda fez insinuações sobre possíveis irregularidades envolvendo seu nome:

Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado“.

 

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Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus. — Foto: Phil Noble / Reuters

Bélgica vai contestar decisão

 

Mais cedo, a Bélgica, que enfrenta os Estados Unidos nesta segunda-feira (6) por uma vaga nas quartas de final, cobrou explicações da FIFA por revogar o cartão vermelho.

Em nota, a Federação Belga de Futebol afirmou que ainda não recebeu “nem a decisão da FIFA, nem qualquer explicação sobre esse caso”. Segundo a entidade, “nessas circunstâncias, não resta outra opção a não ser contestar a elegibilidade do jogador para a próxima partida”.

Os belgas argumentam que o “Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da Fifa prevê claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso de todos os cartões vermelhos anteriores aplicados durante esta Copa”.

A entidade que rege o futebol da Bélgica também apontou que a liberação do atacante contraria diretamente o Artigo 10.5 do Regulamento da própria Copa do Mundo de 2026, reforçando que a punição deveria ser automática. De acordo com os belgas, essa regra foi reafirmada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes de cada partida do torneio.

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Sob a alegação de proteger os princípios fundamentais de “fair play” e os direitos das seleções participantes, a federação belga informou que já está investigando todas as opções potenciais diante do caso.

Decisão comemorada por Trump e técnico dos EUA

 

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca

No domingo (5), Trump já havia parabenizado a Fifa por anular o cartão:

Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!“, publicou o presidente.

 

Durante uma coletiva de imprensa também no domingo, o técnico da seleção norte-americana, Mauricio Pochettino, celebrou a decisão.

Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto“, disse o treinador argentino.

 

Folarin Balogun, dos EUA, durante jogo contra a Bósnia e Herzegovina. — Foto: Phil Noble / Reuters

Folarin Balogun, dos EUA, durante jogo contra a Bósnia e Herzegovina. — Foto: Phil Noble / Reuters

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