Mato Grosso já contabiliza 16 acidentes aéreos em 2026, dos quais três foram fatais, conforme dados do Painel Sipaer, sistema ligado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Os números chamam atenção em um estado onde a aviação tem papel importante para conectar municípios, propriedades rurais e regiões distantes dos grandes centros. Em 2026, a proporção de ocorrências fatais corresponde a 18,8% dos 16 acidentes registrados.
No levantamento histórico apresentado pelo sistema, a perda de controle em voo aparece com 51 ocorrências, seguida por falha ou mau funcionamento de motor, com 44 registros. Operações em baixa altitude somam 35 casos, enquanto as excursões de pista aparecem em 28.
Manobras aparecem entre momentos mais críticos
Quando analisadas as fases de operação em que os acidentes ocorreram ao longo da última década, as manobras lideram, com 54 registros. Na sequência aparecem decolagem, com 41; voo de cruzeiro, com 28; e pouso, com 24 ocorrências.
Os dados ajudam a dimensionar os diferentes riscos envolvidos na atividade aérea e servem de base para ações de investigação e prevenção.
2024 teve maior número da década
Dentro do recorte apresentado, 2024 permanece como o ano com maior quantidade de acidentes aéreos em Mato Grosso na última década. Naquele ano foram contabilizadas 29 ocorrências, sendo sete fatais.
O trabalho do Cenipa busca identificar fatores que contribuíram para os acidentes e transformar as informações obtidas nas investigações em medidas capazes de reduzir riscos e evitar novas ocorrências.










