Como parte das homenagens, um perfil nas redes sociais passou a divulgar cartas escritas por Nathaly antes da tragédia
Uma caminhada por justiça e paz deve reunir moradores de Itaúba (579 km de Cuiabá), em Mato Grosso, no próximo domingo (29), em memória da jovem Nathaly Gonçalves dos Santos, de 19 anos. A mobilização, organizada por familiares e amigos, ocorrerá logo após a missa de sétimo dia da estudante, que foi vítima de uma sequência de ataques brutais cometidos por Emanuel Adolfo Wahlbrinck, de 22 anos, após um possível surto psicótico no último domingo (22).
Como parte das homenagens, um perfil nas redes sociais passou a divulgar cartas escritas por Nathaly antes da tragédia. Os textos revelam a intimidade de uma jovem que enfrentava desafios de saúde mental, mas que mantinha planos concretos para o futuro.
“Quero ver meu amigo, quero sentar na lua, quero uma cozinha mais limpa, quero um emprego melhor, quero morar em outro lugar. Eu quero viver”, diz um dos trechos que comoveu os internautas.
Nas cartas, Nathaly também descrevia sua resiliência diante das frustrações da vida adulta e sua fé.
“Eu sou do tipo sonhadora, sempre sonhei em estudar, trabalhar e principalmente fazer faculdade, mas a vida tem me ensinado que nem sempre é como queremos”, escreveu a jovem, que mantinha três empregos para sustentar seus estudos em Enfermagem.
Para os amigos, os escritos são uma prova de sua força. “Essas cartas não são apenas lembranças; são provas vivas de quem ela sempre foi. Alguém que, mesmo machucada, escolhia continuar”.
O caso
Como informamos, Nathaly foi sequestrada e morta por Emanuel, no domingo (22). O agressor cometeu uma série de crimes em apenas três horas e meia, incluindo o estupro de uma mulher de 26 anos e o atropelamento de uma adolescente de 15.
O rastro de violência terminou na BR-163, onde Emanuel jogou a caminhonete S10 contra um caminhão, morrendo no local. Nathaly, que estava desacordada no veículo, foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
















