Município decretou situação de emergência após o incidente nos fundos da Estação de Tratamento e Esgoto (ETE).
Uma área rural de Mirassol D’Oeste, a 297 km de Cuiabá, foi embargada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) após o descarte irregular de dejetos químicos em um córrego da região. Na sexta-feira (17), o município decretou situação de emergência após o incidente nos fundos da Estação de Tratamento e Esgoto (ETE).
De acordo com a Sema, fiscais identificaram o ponto de escavação que permitiu a entrada de resíduos sólidos e líquidos sem tratamento no sistema de drenagem pluvial, que deságua no Córrego André. Também foi constatado o descarte de resíduos provenientes de serviços de limpa-fossa.
Nesta quarta-feira (22), equipes da Sema devem retornar ao local para coletar amostras em diferentes pontos do córrego, que serão analisadas em laboratório. Segundo a secretaria, a área já havia sido interditada em outra ocasião. A continuidade das atividades no local pode configurar crime de desobediência.
A operação foi solicitada pela Promotoria de Justiça da comarca e contou com apoio da Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, além da Polícia Militar de Mirassol d’Oeste.
O relatório e as provas coletadas serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente, que devem apurar o caso nas esferas cível e criminal.
Além da coleta de amostras, a secretaria informou que será solicitado ao município a elaboração de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). O plano prevê medidas para reparar os danos ambientais, com foco na recuperação do solo, da fauna e da flora, incluindo diagnóstico, ações de revegetação e monitoramento da área.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/8/1ORtLyRfa7761aFukoBg/foto-g1-2026-04-20t134504.231.png)
Área embargada passará por um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) — Foto: Sema-MT
A Sema alertou que o despejo de carga orgânica sem tratamento em sistemas clandestinos pode provocar a degradação do corpo hídrico, com impactos diretos no rio Jauru e em toda a bacia do rio Paraguai, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública da região.
Ver essa foto no Instagram
Um post compartilhado por Américo Cota Fotógrafo (@americo.cota.dceventos)
















