Canoísta baiano, que não era o favorito no C1 500m, supera o tcheco Martin Fuksa em reta final eletrizante e fatura sua 15ª medalha em mundiais
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Isaquias Queiroz adicionou mais uma medalha de ouro à sua coleção, neste sábado (29), em Poznan, na Polônia. O brasileiro, de 32 anos de idade, venceu a prova do C1 500m ao anotar o tempo de 1m46s08 e subiu ao lugar mais alto do pódio. O tcheco Martin Fuksa e o chinês Bowen Ji ficaram com a prata e o bronze, respectivamente. Esta foi a 15ª conquista do baiano em mundiais (oito ouros, uma prata e seis bronzes) – a primeira desde 2022.
– Estou muito feliz, campeão mundial novamente, quatro vezes campeão do C1 500. É continuar treinando porque o foco é Los Angeles. Hoje eu vim com tudo. não fizemos uma preparação ideal, longe de mim dar desculpas. Vida de atleta é assim, um ano a gente está bem, dois anos a gente está mal. Um dia ruim, um ano ruim, não quer dizer que eu seja ruim. A gente se preparou como dava, sabíamos que o C1 1000m seria muito difícil competir com o Fuksa, admiro muito ele pela dedicação que tem nos treinamentos. Esse ano foi diferente, estou feliz com a medalha de ouro. O objetivo maior era somar a pontuação. A medalha que queríamos era essa do C1 500m e manter a pontuação máxima para não nos distanciarmos dos adversários. A gente continua em segundo lugar no ranking mundial – declarou o canoísta.
Isaquias Queiroz afirmou que foi fundamental controlar o ritmo no meio da prova para que pudesse explodir na reta final, o que foi fundamental para superar Fuksa em uma chegada acirrada.
– O Fuksa é campeão mundial nessa prova também, o chinês estava bem na temporada brigando comigo prova a prova. Foi pegado, tinha muito vento, ontem mudei a canoa. Foi uma estratégia boa, tentei acertar minha saída, consegui botar um ritmo bom, coloquei um ritmo mais tranquilo para descansar porque precisaria de energia no final para ser explosivo. Consegui o que queria, segurar um pouco e subir no final, quase dei uma desequilibrada ainda. O bom de fazer uma prova dessa e ganhar é por ser metade do C1 1000m, sabemos que mesmo sem treinar conseguimos ganhar. Se pegar a temporada certinha, faremos os 1000m bem. (Quinze medalhas em mundiais) E contando, ainda temos tempo até parar. Começo a ver a parada do Isaquias logo depois de Los Angeles, mas até lá tem muito chão ainda, muita medalha para ganhar e representar o Brasil.
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Isaquias Queiroz é ouro no Mundial de Canoagem, na Polônia — Foto: Fábio Canhete/CBCa
Canoagem Paralímpica
Fernando Rufino e Igor Tofalini faturaram prata e bronze na prova VL2 200m no Mundial de Canoagem Paralímpica. A medalha de ouro ficou com o americano Steven Haxton. O vencedor não acreditou no resultado mesmo após cruzar a linha de chegada e ficou tentando entender o que havia acontecido durante alguns segundos.
Na categoria KL1 200m, Luis Carlos Cardoso terminou a prova na segunda colocação e ostentou a medalha de prata para o Brasil.
– Até dois dias atrás eu não imaginava que chegaria no pódio devido às coisas que aconteceram esse ano, questões de saúde. Vim para a competição querendo dar meu melhor, mas não imaginando que pudesse chegar ao pódio. Estou muito feliz.











