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Musas ‘celebridade’ falam sobre cobrança por samba no pé: ‘É justo, as escolas merecem respeito’

Estreantes na Avenida, Bruna Griphao e Cinthia Dicker, do Salgueiro, por exemplo, contaram ao g1 que se dedicaram muito às aulas de samba desde que receberam o convite, mas admitem: 'Pelo 10 anos pra chegar no dedinho do pé das passistas'.

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Estreantes na Avenida, Bruna Griphao e Cinthia Dicker, do Salgueiro, por exemplo, contaram ao g1 que se dedicaram muito às aulas de samba desde que receberam o convite, mas admitem: ‘Pelo 10 anos pra chegar no dedinho do pé das passistas’.

 

A cada carnaval, a cobrança é cada vez maior: famosas convidadas para desfilar como musas na Marquês de Sapucaí são pressionadas por samba no pé, presença nos ensaios e comprometimento.

Livia Andrade, musa do Salgueiro, em desfile no último dia do Grupo Especial do carnaval do Rio. — Foto: Leo Franco / AgNews

Livia Andrade, musa do Salgueiro, em desfile no último dia do Grupo Especial do carnaval do Rio. — Foto: Leo Franco / AgNews

 

Com meninas da comunidade ganhando espaço nas redes sociais com vídeos dos ensaios viralizando, as celebridades estão tendo que se esforçar para brilhar nos holofotes da Avenida.

Salgueiro, que volta a desfilar neste Sábado das Campeãs, conta com um time grande de celebridades entre seus destaques: Lívia Andrade, Gkay, Bruna Griphao, Cintia Dicker e Mulher Melão são apenas algumas delas.

Bruna Griphao, musa do Salgueiro, antes do desfile da escola. — Foto: Roberto Narciso / AgNews

Bruna Griphao, musa do Salgueiro, antes do desfile da escola. — Foto: Roberto Narciso / AgNews

Bruna, que é atriz e sempre foi figurinha fácil nos camarotes da festa, desfilou ainda na infância, mas este ano estreou como musa. Ao g1, ela disse que acha a cobrança justa pela importância do carnaval para a comunidade:

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“Fiz bastante aula de samba e foi maravilhoso. Me deu uma segurança maior. Quando eu aceitei o convite, eu já sabia que viriam cobranças e acho que, de certa forma, é justo. Tem que cobrar mesmo. O Carnaval, as escolas, merecem respeito, entrega. Eu estar fazendo aula, estar presente, estar me esforçando, é o mínimo”.

 

Cíntia Dicker, musa do Salgueiro, momentos antes do desfile da escola. — Foto: Roberto Narciso / AgNews

Cíntia Dicker, musa do Salgueiro, momentos antes do desfile da escola. — Foto: Roberto Narciso / AgNews

 

Cintia, que também sempre assistiu aos desfiles nos camarotes com o marido, Pedro Scooby, pisou na Avenida pela primeira vez. Para não fazer feio, fez aulas de samba três vezes por semana, desde outubro, com Carlinhos, coreógrafo da escola.

“Foi um longo trabalho. Eu fiz o máximo que eu pude, mas não vou chegar agora e sair sambando como uma passista, não tem condição. Vou precisar de pelo 10 anos pra chegar no dedinho do pé delas”, exalta.

 

Renata Frisson, conhecida como Mulher Melão, chega para desfile do Salgueiro na Sapucaí. — Foto: Roberto Narciso / AgNews

Renata Frisson, conhecida como Mulher Melão, chega para desfile do Salgueiro na Sapucaí. — Foto: Roberto Narciso / AgNews

 

Renata Frisson, mais conhecida como Mulher Melão, foi a diretora das musas do Salgueiro. Mesmo sendo veterana na Sapucaí – já são 18 anos de desfiles na Sapucaí -, ela fez questão de fazer aulas. Antes, ela desfilou na Vila Isabel, Grande Rio e Mangueira.

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“Quem samba é passista. A musa é beleza, apresentar o personagem… mas hoje em dia tem uma cobrança muito grande. Nunca me preocupei com isso, sou muito bem resolvida. Mas fiz aulas porque é sempre bom aprimorar. A gente tem que se divertir e ser feliz”, acredita.

 

Gabi Martins, musa da Unidos de Vila Isabel, desfila na Sapucaí, na madrugada de quarta (18). — Foto: Leo Franco/AgNews

Gabi Martins, musa da Unidos de Vila Isabel, desfila na Sapucaí, na madrugada de quarta (18). — Foto: Leo Franco/AgNews

 

A cantora e ex-BBB Gabi Martins é musa da Vila Isabel há 5 anos. Ao falar com o g1, ela relembrou que foi alvo de muitas críticas em seu primeiro desfile pela escola, mas que vêm de dedicando desde então a melhorar cada vez mais. Neste sábado (21), ela também está de volta na Avenida.

“O primeiro ano foi muito difícil, eu recebi muitas críticas sobre o meu samba. Eu realmente não sabia, mas comecei a me esforçar, evoluir, fazer de 3 a 4 aulas por semana. Porque eu queria dar o meu melhor para a comunidade. Acho que tem espaço para todos, mas temos que respeitar as passistas, aprender com elas. Eu entendi meu lugar e pedi licença com muito carinho e humildade para realizar um sonho que eu tinha desde criança. É fazer o que você ama, mas se esforçando sempre”, afirma.

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