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Polícia Militar atende ocorrência de violência psicológica em Vera-MT; caso é enquadrado na Lei Maria da Penha

Imagem Divulgação

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A Polícia Militar de Vera-MT foi acionada para atender uma ocorrência de violência psicológica envolvendo um casal em processo de separação. Segundo o relato da vítima, M. A. S. P., de 20 anos, o companheiro, inconformado com o término do relacionamento, passou a adotar comportamentos intimidatórios e de pressão emocional.

Consta no BO, que a vítima solicitou a guarnição da Policia Militar, via telefone, no começo da noite dessa última terça-feira (13), por volta das 19:35hs, informando que trabalha e reside nos alojamentos de um posto de combustível do município de Vera, e, que o homem teria praticado atos de automutilação com o objetivo de comover a vítima, tentando induzi-la a retomar o relacionamento. A conduta foi caracterizada como violência psicológica, uma vez que causou sofrimento emocional, medo e abalo à integridade psicológica da vítima.

Diante dos fatos, a Polícia Militar se deslocou até o local, onde localizou a vítima no pátio do posto, ao qual informou em qual quarto estaria o suspeito, após revista pessoal, foi constatado que apresentava uma perfuração na região do abdômen, próximo ao umbigo. O indivíduo encontrava-se lúcido, orientado e sem sangramento ativo, sendo verificado que havia enrolado um pano sobre o ferimento, diante dos fatos os PM realizaram os procedimentos cabíveis, orientando a vítima quanto aos seus direitos e às medidas previstas na Lei Maria da Penha, “Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006”, que também ampara casos de violência psicológica, mesmo na ausência de agressão física.

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Diante da situação, considerando o risco à integridade física do suspeito, I. S. de S. de 20 anos e a configuração de violência psicológica no contexto da lei Maria da Penha, as partes foram conduzidas, sendo que o suspeito encaminhado a Unidade Médica (PA), sendo necessário suturar o ferimento com aproximadamente 04 pontos. O suspeito também possuía marcas de cortes cicatrizados nos antebraços, posteriormente. O caso foi encaminhado às autoridades competentes para as providências legais.

A vítima manifestou desejo de representar criminalmente contra o suspeito, bem como requereu a concessão de medidas protetivas de urgência.

A Polícia reforça a importância de denunciar qualquer forma de violência doméstica ou familiar e destaca que situações de ameaça, manipulação emocional e constrangimento também configuram crime. Denúncias podem ser feitas pelo 190 ou pelos canais oficiais de atendimento à mulher.

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