De acordo com relato de testemunhas à Polícia Civil, Jacemir Bueno de Almeida manteve rotina e não demonstrou nenhum comportamento atípico.
Jacemir Bueno de Almeida, o suspeito de matar a esposa Elisângela Barbosa de Almeida dentro da própria casa em Pariquera-Açu (SP), manteve a rotina normal após cometer o crime. Segundo testemunhas, ele seguiu sorridente e, inclusive, praticou ciclismo um dia após enterrar o corpo da companheira.
Elisângela foi considerada desaparecida por cinco dias até ter o corpo encontrado enterrado no quintal da própria casa no bairro Vila São João. O marido dela foi preso na sexta-feira (24) e confessou o crime.
Um vizinho da família disse à Polícia Civil que ouviu um barulho de enxada por volta das 3h de terça-feira (21). O som, segundo ele, era similar a alguém escavando o solo. Apesar de estranhar, o homem não pensou que se tratava de algo grave.
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Jacemir Barbosa Bueno de Almeida praticou ciclismo após matar Elisângela Barbosa de Almeida e enterrá-la no quintal da residência — Foto: Reprodução/Redes sociais e Divulgação/Polícia Civil
Na manhã seguinte, o vizinho se deparou com Jacemir na rua. De acordo com ele, o suspeito estava agindo “como se nada tivesse ocorrido”, não demonstrou nenhum comportamento diferente e, inclusive, estava praticando ciclismo, como tinha costume de fazer.
Além disso, uma testemunha que trabalhava com a vítima disse à polícia que, no período em que Elisângela estava desaparecida, também encontrou Jacemir em local público (não especificado). Segundo o relato, o suspeito estava junto com o filho, de 10 anos, e aparentava “tranquilidade”, pois estava sorridente.
Ciclismo
Nas redes sociais, Jacemir compartilhava imagens de passeios ciclísticos que fazia acompanhado de amigos desde 2020.
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Jacemir Barbosa Bueno de Almeida compartilha sobre ciclismo nas redes sociais — Foto: Reprodução/Redes sociais
Depoimento inconsistente
No dia em que foi comunicado o desaparecimento de Elisângela, Jacemir foi ouvido na Delegacia de Pariquera-Açu. Ele disse que, na quarta-feira (22), a companheira havia saído de casa possivelmente com um amante e levou os seus pertences.
Durante o depoimento, porém, o suspeito mencionou que um cano havia estourado na residência. O fato chamou a atenção dos policiais, tendo em vista que o cano estourado não tinha relação com o desaparecimento.
Os agentes foram ao imóvel e, após acionarem o Corpo de Bombeiros, encontraram o corpo da mulher enterrado.
Ainda segundo o registro, o delegado Eduardo Pinheiro Alves Ferreira pediu a prisão preventiva do suspeito por feminicídio majorado e violência doméstica. Durante audiência de custódia, no sábado (25), o pedido foi aceito pela Justiça.
🔎 De acordo com o BO, o feminicídio foi considerado ‘majorado’ porque o filho do casal estava na residência no momento do crime. A corporação destacou que ele estava na parte de baixo da residência, que é um sobrado.
Informalmente, Jacemir confessou o crime aos policiais e disse que agrediu a mulher com um tapa no rosto durante uma discussão. Segundo o relato, ela caiu ao chão desacordada e começou a convulsionar. O homem acrescentou que ficou desesperado com a situação e decidiu enterrá-la.
No local, os policiais encontraram o celular da vítima e apreenderam um computador de mesa, um notebook e dois celulares que pertencem ao suspeito.
O caso foi registrado como ocultação de cadáver, violência doméstica e feminicídio na Delegacia de Pariquera-Açu, que segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime.

















