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De partes íntimas mutiladas a queimaduras nas mamas: veja denúncias feitas contra fisioterapeuta presa em GO

Fisioterapeuta é presa suspeita de causar lesões graves em pacientes de Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Divulgação/Polícia Civil

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Magda Oliveira da Silva deve responder por lesão corporal gravíssima. Após passar por audiência de custódia, a profissional permanece presa.

 

As denúncias feitas contra a fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, presa suspeita de mutilar pacientes, incluem relatos de mutilação de partes íntimas e queimaduras nas mamas, segundo a Polícia Civil.

De acordo com o delegado Alex Rodrigues, responsável pela investigação, a mulher possui formação na área de estética, mas não poderia atuar prestando os serviços que realizou nas vítimas.

A investigação aponta que, em determinados procedimentos, teriam sido realizados cortes, retirada de partes de tecidos e alterações da anatomia das pacientes, além da prescrição ou fornecimento de medicamentos, circunstâncias que teriam extrapolado os limites técnicos e legais da atuação profissional“, afirmou a corporação.

 

Magda foi presa nesta segunda-feira (21), após sete pacientes denunciarem complicações decorrentes de procedimentos estéticos realizados nas regiões íntima, facial, glútea e mamária. Após a divulgação da imagem da investigada, pelo menos outras duas mulheres procuraram a Polícia Civil para relatar problemas relacionados aos atendimentos realizados pela fisioterapeuta.

Após passar por audiência de custódia, nesta terça-feira (22), a profissional permanece presa. Ela deve responder pelo crime de lesão corporal gravíssima.

Em nota , a defesa da fisioterapeuta disse que “todas as manifestações ocorrem estritamente no âmbito dos autos do processo. A defesa reitera total confiança na Justiça e reafirma a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da instrução processual” (leia na íntegra ao final do texto).

Ao g1, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região disse que tomou conhecimento dos fatos por meio de denúncia recebida, e da prisão preventiva de uma profissional fisioterapeuta por meio da imprensa, a partir de informações divulgadas pela Polícia Civil. Disse ainda que instaurou processo administrativo/ético-disciplinar próprio para apuração dos fatos (leia a nota completa ao fim do texto).

Fisioterapeuta é presa suspeita de causar lesões graves em pacientes de Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Divulgação/Polícia Civil

Fisioterapeuta é presa suspeita de causar lesões graves em pacientes de Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Divulgação/Polícia Civil

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Pacientes relatam lesões

 

Segundo a investigação, três das sete primeiras mulheres que denunciaram a fisioterapeuta relataram ter sido submetidas a ninfoplastias, procedimento cirúrgico na região íntima feminina. Uma delas afirmou ter apresentado sangramento, dor intensa, perda de sensibilidade do clitóris e dificuldade para manter relações sexuais.

Relata lesões envolvendo clitóris, pequenos lábios, grandes lábios e períneo. Disse ter dificuldade para urinar e evacuar e afirma que poderá precisar de cirurgia reconstrutiva, além de mencionar prejuízos à sensibilidade e à vida sexual“, informou a polícia sobre outra paciente.

 

 

De acordo com o delegado, a paciente que sofreu queimaduras graves nas mamas contou que recebeu a orientação de aplicar óleo de girassol, sob a justificativa de que as “queimaduras seriam uma reação normal”.

Além disso, outras mulheres afirmaram ter apresentado complicações após procedimentos com fios, aplicações e outras intervenções estéticas. Entre os problemas relatados estão dor intensa, inchaço, hematomas, secreção, bolhas, queimaduras e cicatrizes.

Fisioterapeuta é presa preventivamente e sete vítimas são identificadas em investigação em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram de Magda Oliveira

Fisioterapeuta é presa preventivamente e sete vítimas são identificadas em investigação em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram de Magda Oliveira

Vídeo mostra procedimento

 

Um vídeo divulgado pela TV Anhanguera mostra a profissional utilizando um guardanapo para limpar cortes de uma paciente durante um procedimento na região íntima (veja acima).

Nas imagens, Magda aparece sem máscara durante um procedimento de ninfoplastia. Segundo o investigador, a conduta está “totalmente” fora dos parâmetros exigidos.

Em entrevista à TV Anhanguera, uma das pacientes afirmou ter percebido falta de higiene durante o procedimento, como a ausência de luvas estéreis e máscara, além do uso de papel-toalha para secar um sangramento.

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Ela estava muito gripada, cheia de pulseira, anel. Ela limpava o nariz com o braço e voltava a fazer o procedimento“, destacou.

 

Nota da defesa da fisioterapeuta

 

A Sílvio Maia Assessoria vem, por meio desta, informar que não fará nenhum tipo de comentário em relação ao caso envolvendo Magda Oliveira da Silva.

Esclarece-se que todas as manifestações ocorrem estritamente no âmbito dos autos do processo. A defesa reitera total confiança na Justiça e reafirma a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da instrução processual.

Nota do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional

 

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região – CREFITO 19, Autarquia Pública Federal criada para defender os interesses públicos e proteger a sociedade por meio da fiscalização do exercício profissional de Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, no uso de suas atribuições legais e representado por seu Presidente, vem, respeitosamente, por meio desta, esclarecer que tomou conhecimento dos fatos por meio de denúncia recebida, e da prisão preventiva de uma profissional fisioterapeuta por meio da imprensa, a partir de informações divulgadas pela Polícia Civil do Estado de Goiás sobre supostos danos causados a pacientes em procedimentos estéticos.

O CREFITO-19 instaurou processo administrativo/ético-disciplinar próprio para apuração dos fatos. Caso confirmados, os fatos expostos configurarão grave desvio da prática profissional e serão tratados com o rigor cabível, no âmbito do referido processo administrativo. O CREFITO-19 se coloca à disposição das autoridades policiais e do Ministério Público para colaborar com a investigação em curso e reitera seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes e com a fiscalização ética do exercício profissional na região.

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