Em entrevista à TV Globo, Marinalva Alves diz sentir ‘alívio’ ao ver Geraldo Neto preso e ‘coração partido’ pelo assassinato da soldado. Oficial é réu por feminicídio e fraude processual em SP.
A prisão do tenente-coronel Geraldo Neto, réu por feminicídio e fraude processual, foi recebida pela família de Gisele Alves com dor e sensação de justiça.
Em entrevista nesta sexta-feira (20) à TV Globo, a mãe, Marinalva Alves, disse que se sente aliviada “só de ver esse monstro preso”, ainda que com o “coração partido” pela perda da filha.
“”Aliviada só de ver esse monstro preso. Porque, pra mim, esse homem é um monstro. O que ele fez com a minha filha, é um monstro. Aí me sinto aliviada“, falou.
A declaração foi dada após o oficial ser preso na quarta-feira (18), um mês após o crime, cometido em 18 de fevereiro no apartamento do casal, no Brás, Centro de São Paulo. Gisele foi socorrida, mas morreu no mesmo dia no hospital.
Neto foi acusado de matar a esposa porque não aceitava o fim do relacionamento _ela queria se separar após sofrer violência psicológica e física do marido.
Ele está detido preventivamente no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte, onde responde por:
- feminicídio (assassinato de mulher por razões de gênero — como violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição feminina)
- e fraude processual (porque alterou a cena do crime para simular um suicídio).
A respeito de Gisele, a mãe contou que ficam as lembranças e a saudade. “Com o coração partido pela minha filha, mas, pelo menos, assim, senti Justiça pelo menos. Só de ver ele indo preso.”
Marinalva e a família sempre desconfiaram da versão de suicídio apresentada pelo genro _Neto havia dito que a filha dela se matou porque ele pediu a separação, mas a investigação mostrou que era justamente Gisele que queria o divórcio.
“No dia da morte mesmo, dela, quando vi, eu já sabia. Sabia. Isso aí eu tinha certeza que a minha filha nunca faria isso. Isso aí eu tinha certeza. Eu tinha certeza já, né? Que tinha sido ele mesmo. Tinha sido ele.“
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Marinalva Alves (à esquerda), mãe de Gisele (ao centro), chamou genro, Geraldo Neto (à direita), de ‘monstro’ — Foto: Reprodução/TV Globo
Gisele deixa uma filha de 7 anos, de um relacionamento anterior da soldado e que morava com ela, mas não estava na residência no dia do crime. A criança ficará com os avós maternos agora.
“Daqui pra frente, vamos continuar na luta, né? Porque a criança vai… depende da gente, né? É a minha netinha, né? Depende, né, de nós dois. Agora é ir pra frente, pela minha neta.“
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A PM Gisele Alves e o marido Geraldo Neto, tenente-coronal da Polícia Militar. — Foto: Reprodução/TV Globo
“Minha filha, eu não esqueço um instante a minha filha. Vou lembrar dela, assim, sempre alegre, como ela sempre foi… minha filha. O sofrimento que ela passou.“
Neto deverá ser julgado futuramente pelo assassinato de Gisele _ainda não há data para quando isso ocorrerá. Até lá, Marinalva espera que ele continue detido.
“Só espero que a justiça, viu, que esse homem nunca seja solto, viu? E que ele continue preso”, falou a mãe da soldado. “Matou uma mulher, destrói a família. A família… acaba com a família.“

















