O setor agroindustrial de Mato Grosso vive um momento de forte expansão impulsionado pela alta demanda por coprodutos da soja. Em 2026, a capacidade de esmagamento da oleaginosa no estado alcançou a marca de 15 milhões de toneladas, representando um crescimento de 3,20% em relação ao ano anterior.
O avanço reflete o aquecimento do mercado, especialmente na procura por derivados como farelo e óleo de soja, que vêm registrando aumento consistente desde o início do ano. Esse cenário favorável tem incentivado investimentos e ampliado o ritmo de produção nas indústrias esmagadoras.
Somente no mês de março, foram processadas 1,23 milhão de toneladas de soja — um salto de 10,79% em comparação a fevereiro e o maior volume já registrado para o mês em toda a série histórica.
No acumulado do primeiro trimestre, o desempenho também chama atenção: 3,30 milhões de toneladas foram esmagadas, número 10,18% superior à média dos últimos três anos para o período. Os dados reforçam o fortalecimento do setor e a consolidação de Mato Grosso como líder nacional na cadeia da soja.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, apesar do cenário positivo na produção, a rentabilidade apresentou leve recuo. A margem bruta das indústrias caiu 2,22% em relação a fevereiro, fechando em R$ 656,16 por tonelada, impactada principalmente pela queda de 1,60% no preço do óleo de soja.
Mesmo com essa retração pontual, o setor segue aquecido e com perspectivas otimistas, sustentado pela forte demanda interna e externa pelos produtos derivados da soja.











