O Egito alcançou, em 2025, um marco histórico na balança comercial de Mato Grosso ao se consolidar como o segundo maior destino das exportações do estado. De acordo com dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país africano saiu da 22ª posição no ranking de compradores, há dois anos, para ocupar o posto de destaque, ficando atrás apenas da China.
No último ano, o Egito foi responsável por 4,5% de tudo o que Mato Grosso exportou, movimentando cerca de US$ 1,347 bilhão. Já a China manteve a liderança isolada, concentrando 40,7% do total embarcado. O Vietnã aparece na terceira colocação, com 4% das exportações.
O avanço egípcio é impulsionado principalmente pelas compras de commodities estratégicas como milho, algodão, soja e carne bovina, fortalecendo a presença do estado no mercado internacional.
No ranking por produto, o Egito ocupa posições de destaque entre os principais destinos das exportações mato-grossenses:
🐂 6º lugar em carne bovina
🌽 2º lugar em milho
🌱 27º lugar em soja
☁️ 16º lugar em algodão
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Milho lidera na exporatação ao Egito — Foto: Secom- MT
O crescimento expressivo em apenas dois anos reforça a diversificação dos mercados compradores de Mato Grosso e evidencia a importância do Egito como parceiro comercial cada vez mais relevante para o agronegócio estadual.
Em 2023, o Egito ocupava a 22ª posição entre os parceiros comerciais de Mato Grosso, com US$ 329,1 milhões em aquisições e 16 produtos na pauta.
O milho liderava, com 15,59%, seguido pelas carnes bovinas congeladas com 5,27% e pelos resíduos da indústria de cereais e leguminosas, que representaram US$ 12,1 milhões. Naquele ano, os principais destinos das exportações do estado eram China, Tailândia e Vietnã.
O avanço começou a se consolidar em 2024, quando o país africano saltou para a 6ª posição, com US$ 1,07 bilhão em compras. O milho respondeu 5,96%, as carnes bovinas com 5,87% do total exportado, a soja passou a integrar a pauta, levando a um valor de US$ 47,2 milhões.
Já em 2025, o Egito alcançou a vice-liderança, com US$ 1,347 bilhão importados e 11 produtos negociados. O milho se manteve à frente, 16,26%, seguido pelo algodão com 2,91%, e pelas carnes bovinas com 2,97% do total exportado pelo estado
☁️ Algodão ganha espaço
Segundo a analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Ana Eufrázio, uma das commodities que mais chamam a atenção é o algodão. A participação do Egito, que tinha uma importação inferior a 1% em 2023, saltou para 24% em 2025,
“Quando a gente olha para o algodão, ele tem se tornado bastante interessante nas compras do Egito aqui. Há três anos era uma quantidade irrelevante. Já em 2025, foram exportadas 34.000 toneladas de algodão para o Egito”, disse.
A analista explica que mudanças no cenário internacional ajudam a redirecionar o fluxo das exportações. Como o caso das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos da América.
“Sempre que surgem essas questões, como o caso das salvaguardas da China, anunciado recentemente, e também a situação do ano passado, quando foram impostas tarifas, o mercado tende a buscar novos destinos para escoar a produção e, assim, ampliar outros mercados”, contou.
Ela também destacou o desempenho da carne bovina. Em 2024, os EUA eram o terceiro principal destino da proteína mato-grossense. Com a aplicação de tarifas em 2025, o país caiu para a quarta posição, enquanto o Egito ampliou sua participação nas compras. Já o milho tem o Egito como segundo local de maior comprador.

















