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Água com gás dá estufamento? Veja efeitos no intestino

Água com gás dá estufamento? Veja efeitos no intestino — Foto: Shutterstock

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Beber água com gás pode causar gases e desconforto em pessoas com sensibilidade intestinal; especialistas explicam quando moderar o consumo

 

A água com gás tem ganhado espaço na rotina de muita gente, mas levanta dúvidas sobre seus efeitos no organismo. Faz bem ou mal? Hidrata o corpo como a água natural? Segundo a nutricionista Clarissa Fujiwara (@clarissa.fujiwara), membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), o consumo da água com gás é seguro para a maioria das pessoas, mas os impactos podem variar conforme a sensibilidade individual. “Ela pode ser consumida diariamente com segurança, desde que bem tolerada e inserida dentro das necessidades hídricas individuais, observando se manifestam sintomas no próprio organismo”, explica a especialista em alimentação.

Água com gás dá estufamento? Veja efeitos no intestino — Foto: Shutterstock

Água com gás dá estufamento? Veja efeitos no intestino — Foto: Shutterstock

 

De acordo com o gastroenterologista Michel Fernandes (@drmichelfernandes.gastro), especialista em emagrecimento, cirurgia bariátrica e doenças digestivas, a bebida contém dióxido de carbono (CO₂), responsável pelas bolhas. Esse gás é liberado no estômago após a ingestão e pode ocupar volume, provocando sensação de estufamento, aumento de arrotos (eructações) e, em alguns casos, desconforto abdominal.

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Para pessoas com maior sensibilidade gastrointestinal, o consumo exige atenção. “Em situações de refluxo ou gastrite, é importante adaptar a ingestão se houver piora desses sintomas gastrointestinais após o consumo de água com gás, especialmente quando o consumo é junto com as refeições ou cotidianamente em grandes volumes”, diz Clarissa. Já o gastroenterologista diz que a água com gás pode aumentar a sensação do desconforto em pacientes mais sensíveis e defende: “Por isso a recomendação costuma ser individualizar. Se o paciente percebe piora dos sintomas, vale reduzir ou até evitar [o consumo].”

Além do refluxo e da gastrite, o gastroenterologista também recomenda cautela em outros quadros, como síndrome do intestino irritável e situações de distensão abdominal frequente. O consumo também deve ser avaliado com mais cuidado no período pós-operatório de cirurgias gastrointestinais, como a bariátrica, já que o desconforto causado pelo gás pode ser confundido com complicações do procedimento. “Nesses casos, a orientação médica é individual e é sempre a melhor conduta”, diz o profissional de saúde.

Água com gás hidrata?

 

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Assim como a versão natural, a água com gás pode ser uma aliada na hidratação e uma alternativa mais interessante do ponto de vista nutricional quando comparada a bebidas gaseificadas açucaradas, como refrigerantes. “A presença de CO₂ não influencia na capacidade de hidratação e, portanto, ambas contribuem igualmente para a hidratação e manutenção do equilíbrio hídrico, atuando em todas as funções e processos metabólicos necessários”, garante a nutricionista Clarissa Fujiwara.

Do ponto de vista nutricional, a diferença entre água com gás e água sem gás é mínima. Vale lembrar que o teor de minerais pode variar conforme a fonte de origem da água em questão independentemente de ser sem ou com gás.

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