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Governo demite secretário indiciado por assédio sexual, vítima e outras 3 servidoras em MT

O secretário teria passado a enviar mensagens pessoais, fazer comentários sobre a aparência da vítima e abordar temas íntimos, o que a deixou constrangida. — Foto: Reprodução

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Ao todo, 15 servidores foram desligados, mas parte foi realocada, com exceção do secretário, da vítima de assédio e outras três servidoras ligadas à mulher. Governo alega reestruturação de secretarias.

 

O governo de Mato Grosso exonerou o secretário-adjunto Leomindo de Arruda Maciel Júnior, conhecido como “Júnior Cuiabano”, indiciado por importunação sexual, e outras quatro servidoras que atuavam no gabinete e estavam ligadas à denúncia. As demissões foram oficializadas no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (29).

Conforme o Diário, 15 servidores da Secretaria-adjunta de Cerimonial e Eventos e da Superintendência de Eventos foram desligados, no entanto, 10 deles foram reabsorvidos pela Secretaria de Comunicação, com exceção do secretário, da vítima de assédio e outras três servidoras ligadas à mulher.

Em nota, o governo informou que as exonerações fazem parte de uma reestruturação das secretarias adjuntas no Palácio Paiaguás. Segundo a gestão, as mudanças incluem a redução de cargos nas áreas de cerimonial e do gabinete militar.

Ainda de acordo com o governo, a reorganização prevê a transferência da Secretaria Adjunta de Cerimonial, que deixou a pasta da Casa Civil para a Secretaria de Estado de Comunicação.

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O Governo de Mato Grosso está reorganizando a estrutura interna de Secretarias Adjuntas da Casa Civil, no Palácio Paiaguás. As mudanças têm o objetivo de otimizar a máquina pública, garantindo a manutenção dos serviços”, diz trecho da nota.

 

O secretário teria passado a enviar mensagens pessoais, fazer comentários sobre a aparência da vítima e abordar temas íntimos, o que a deixou constrangida. — Foto: Reprodução

O secretário teria passado a enviar mensagens pessoais, fazer comentários sobre a aparência da vítima e abordar temas íntimos, o que a deixou constrangida. — Foto: Reprodução

 

O caso

 

Segundo o documento, uma das vítimas informou que começou a trabalhar na Casa Civil em setembro de 2025. Segundo o relato, o primeiro episódio de assédio ocorreu em dezembro do mesmo ano, durante um evento, quando o suspeito declarou interesse e ofereceu benefícios financeiros. A vítima afirmou que ele sugeria repassar “gordurinha de contrato” caso os dois mantivessem um relacionamento.

De acordo com o depoimento, nos meses seguintes, o suspeito passou a enviar mensagens pessoais, fazer comentários sobre a aparência da vítima e abordar temas íntimos, o que a deixou constrangida. Em um dos episódios, durante um evento, ele teria colocado um fone de ouvido na bolsa dela como presente. O objeto foi devolvido ao superintendente do cerimonial.

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Após devolver o presente, a vítima afirmou à polícia que sofreu represálias. Segundo ela, houve aumento de trabalho e, depois, exclusão de escalas em novos eventos. Ela também relatou que o secretário sugeria a terceiros que os dois tinham um relacionamento, o que nunca ocorreu.

Aos policiais, a vítima disse ainda que recebia mensagens fora do horário de trabalho e que registrou prints das conversas por medo. Ela afirmou que procurou ajuda de colegas e superiores, mas não teve apoio para levar o caso adiante.

Ela também relatou que ouviu de terceiros que poderia ser demitida. Diante da situação, procurou a polícia e solicitou uma medida protetiva contra o secretário.

O documento foi encaminhado à Justiça. O caso tramita sob sigilo no Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, em Cuiabá.

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