A ideia de listar por escrito as preferências, fantasias e limites em um “cardápio” pode te ajudar a alinhar expectativas — e, de quebra, melhorar a qualidade do sexo
Sabe quando você vai a um restaurante, pega um cardápio na mão e consegue ver, logo de cara, os pratos e drinks que estão disponíveis para sua escolha? A ideia aqui é levar essa lógica para o quarto — mas, ao invés de listar comidas, você pode criar uma lista por escrito das opções do que gosta (e também do que não gosta).
Elaborar um menu do sexo pode ajudar a tirar a relação da rotina e, de quebra, abrir espaço para conversas mais abertas sobre fantasias que vocês querem explorar juntos. É um movimento para tentar parar de adivinhar o que a sua parceria deseja e começar a entender os desejos de uma forma mais direta.
Por mais estranho ou aleatório que possa parecer, o menu sexual já faz parte da vida de muita gente. Uma pesquisa realizada pela ZipHealth com 1.008 adultos nos Estados Unidos e Canadá, mostrou que 51% dos casais que aderiram ao menu sexual perceberam um aumento na frequência do sexo e na intimidade. Já 74% notaram que o ato de listar suas preferências e limites ajudou a reduzir mal-entendidos e suposições sobre o que cada um queria.
Por que fazer um menu sexual?
Nem sempre sentar e conversar sobre sexo é simples ou natural para todo mundo — seja por vergonha, insegurança ou até falta de repertório para conseguir descrever o que gosta. Nesse cenário, o menu sexual funciona como um atalho para facilitar a comunicação e criar um espaço seguro para se expressar.
E tudo bem se você não conseguir verbalizar seus desejos sexuais mais insanos de primeira. De acordo com a pesquisa, um terço dos casais entrevistados revelaram que se sentem mais confortáveis discutindo suas preferências por escrito. Assim, você pode descobrir que aquele fetiche que você guarda há anos só na imaginação pode ser algo que a sua parceria também toparia. Segundo o levantamento, 79% dos entrevistados encontraram desejos em comum que nunca tinham compartilhado antes.
Falar abertamente sobre o que gosta também pode impactar (e muito) a confiança. Entre os casais que já testaram o menu sexual, 84% disseram se sentir mais confiantes com sua performance no sexo. Já a confiança dos que nunca experimentaram, é menor, de 57%. A pesquisa mostra que, por mais simples que seja a atitude, uma lista de preferências pode ter um efeito bem concreto na prática.
Esse tipo de dinâmica é mais comum dentro de relações do universo BDSM, em que a comunicação sobre desejos e limites não é só incentivada — é parte essencial das práticas. Nesses contextos, é comum que as pessoas criem contratos de consentimento para alinhar o que pode ou não acontecer em uma dinâmica. Neles, podem conter fantasias, tarefas, limites inegociáveis e palavras de segurança. O menu sexual segue essa mesma lógica, a diferença é que é pensado de uma forma mais leve e foca em melhorar o diálogo e a expressão sexual do casal.
Criar um ‘menu sexual’ pode melhorar a comunicação a dois e abrir espaço para explorar coisas nova no sexo — Foto: Reprodução/Unsplash
Como criar um menu sexual?
Dividir em tópicos pode ajudar a destravar e também fica mais fácil de visualizar. Seguem alguns exemplos:
- Quero muito: coisas que você já sabe que gosta, que são confortáveis, e também aquilo que tem muita vontade de experimentar.
- Tenho curiosidade: práticas que você ainda não sabe se curte, mas estaria aberto a tentar.
- Não faria: aqui você coloca os seus limites — tudo o que você não faria, incluindo restrições dentro de práticas que você faria.
2. Faça descrições detalhadas
Em vez de escrever só “sexo a três”, tente detalhar melhor: você imagina isso com mais uma mulher ou mais um homem? Em que situação isso te daria prazer? Seria algo mais espontâneo ou combinado? Quanto mais contexto você trouxer, principalmente em fantasias mais específicas, mais fácil fica de transformar em algo real.
3. Escolha um formato que funcione para vocês
Pode ser um caderninho compartilhado, uma lista no bloco de notas do celular ou até um grupo em um aplicativo de mensagem só de vocês dois. O importante é que seja fácil de acessar e atualizar — porque preferências e limites podem mudar com o tempo (e você não precisa ter vergonha disso).
4. Trate como um convite e não como um contrato rígido
O menu sexual serve para indicar preferências, desejos e limites — não para impor regras engessadas. A ideia é funcionar como um guia, um ponto de partida para a troca. Mas é claro que quando se trata de limites inegociáveis, a conversa é outra — e eles sempre devem ser seguidos à risca.

















