Tropical FM

Mato Grosso bate recorde na produção de café e avança com tecnologia no campo

Imagem Divulgação

publicidade

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou um novo marco para a cafeicultura em Mato Grosso. Em 2025, o Estado registrou crescimento de 3,8% na produção de grãos, o equivalente a 10,3 mil sacas a mais, atingindo o volume recorde de 278,7 mil sacas.

A produção mato-grossense é predominantemente da variedade conilon, conhecida por sua rusticidade e adaptação a regiões de baixa altitude e clima tropical. Esse tipo de café é amplamente utilizado na produção de cafés solúveis e em blends mais intensos, consolidando sua importância no mercado.

De acordo com a Conab, o avanço na produção é resultado direto da combinação de fatores como a expansão de 1,9% na área cultivada, condições climáticas mais favoráveis, maior uso de fertilizantes e a crescente adoção de materiais clonais, que apresentam maior eficiência agronômica. O ciclo produtivo foi finalizado entre agosto e setembro do ano passado, com a colheita das áreas mais tardias.

Imagem divulgação

 

Entre os municípios que se destacam na produtividade estão Colniza, Juína, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Cotriguaçu, regiões que vêm impulsionando o crescimento do setor no Estado.

Leia Também:  Plantio da safra 25/26 de soja em MT chega à reta final com 98,84% das áreas semeadas, levemente abaixo da média

Apesar da forte concentração no norte mato-grossense, a cafeicultura segue em expansão territorial, impulsionada pela modernização do sistema produtivo. A substituição gradual de genótipos convencionais por cultivares clonais tem sido estratégica, elevando a produtividade, melhorando a uniformidade das lavouras e aumentando a eficiência no uso da água, fator essencial diante das variações climáticas.

Imagem Divulgação

 

Mesmo com a redução no regime de chuvas, as lavouras mais novas, formadas por materiais clonais, contribuíram para elevar a média de produtividade e reduzir perdas. O manejo moderno também tem garantido melhor resposta das plantas e maior resiliência frente ao estresse hídrico.

No campo fitossanitário, as principais pragas registradas foram cochonilhas (escamas e farinhentas), broca-do-café e ácaro-vermelho. No entanto, todas se mantiveram sob controle graças à adoção de manejo integrado, que inclui monitoramento constante, controle biológico e uso de produtos seletivos.

Já em relação às doenças, foram observadas ocorrências de ferrugem, cercosporiose e antracnose, especialmente em áreas com maior estresse e microclima mais fechado. Ainda assim, práticas preventivas como podas, nutrição equilibrada e aplicação criteriosa de fungicidas garantiram níveis controlados, sem comprometer a produtividade.

Leia Também:  Donos de madeireira e mercado são presos por furto de energia em Santa Carmem

Com avanço tecnológico, expansão de área e manejo cada vez mais eficiente, Mato Grosso consolida sua posição como uma nova fronteira da cafeicultura brasileira, registrando resultados históricos e perspectivas positivas para os próximos anos.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

DC Eventos MT
Resumo sobre Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.

Saiba mais lendo nossa Política de Privacidade