Comunicadora diz à Quem que “beleza não sustenta carreira”, faz mistério sobre affair com jogadores na África do Sul e lista especializações ao longo dos últimos 16 anos
Larissa Riquelme, de 41 anos, viu sua vida mudar na Copa do Mundo de 2010. A então torcedora paraguaia viralizou ao aparecer num estádio da África do Sul com o telefone celular entre os seios, o que lhe rendeu o título de musa daquela edição do mundial. Dezesseis anos depois, ela colhe os frutos da fama como jornalista e apresentadora respeitada em seu país e conta à Quem como construiu sua carreira até aqui.
“O que começou como o sonho de uma paraguaia torcendo pelo seu time acabou se tornando um fenômeno global. Da noite para o dia, minha imagem viajou o mundo e abriu portas que eu jamais imaginei. Mas além da fama, o que realmente mudou foi minha perspectiva de vida. Entendi que os sonhos podem te levar muito mais longe do que você imagina quando acompanhados de trabalho árduo, perseverança e fé”, acredita.
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Larissa se reconheceu como um fenômeno internacional ao ser procurada por veículos de imprensa de todos os continentes. Ela entendeu rapidamente o contraste entre viver algo extraordinário e ter os lado negativo da fama instantânea.
“Passei de ter uma vida normal a me tornar notícia internacional. A parte mais difícil foi aprender a conviver com a exposição, as críticas e as expectativas de milhões de pessoas”, diz.
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A paraguaia, no entanto, é misteriosa sobre o sucesso que fez com os jogadores da Copa. “Sempre preferi manter minha vida pessoal privada. As pessoas são curiosas, mas hoje gosto que elas também se interessem pela minha carreira, minha evolução e tudo o que construí profissionalmente ao longo desses anos”, afirma.
Manter a vida pessoal privada não impede que Larissa avalie os ônus e bônus de ter sua imagem ligada à sensualidade antes de se tornar uma comunicadora respeitada.
“Seria injusto negar que essa exposição me abriu portas importantes internacionalmente. Mas também houve momentos em que algumas pessoas só viam a imagem e não viam a mulher trabalhadora por trás dela. Entendi que meu maior desafio era provar que eu podia construir uma carreira muito mais ampla. Eu não queria que minha história se limitasse a uma única fotografia ou a um momento específico. Queria mostrar que eu podia crescer e me reinventar”, declara.
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A musa também avalia o machismo no meio esportivo e os desafios para se consolidar no segmento por ter estampado revistas masculinas. Nos últimos anos, Larissa cursou Jornalismo Esportivo e se graduou como repórter e comentarista. Ela também fez especializações no Paraguai e na Argentina relacionadas a comunicação, mídia e marketing. Além de trabalhar em televisão, rádio e plataformas digitais, ela está prestes a concluir sua formação em Ciências da Comunicação.
“Nunca me contentei com a fama passageira. Sempre acreditei que a melhor maneira de manter uma carreira é por meio do aprendizado constante. Costumo dizer que uma fotografia pode abrir portas, mas não sustenta uma carreira por mais de quinze anos. O que realmente mantém uma pessoa relevante é a disciplina, o conhecimento e a capacidade de adaptação às mudanças”, lista.
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“Muitas de nós fomos chamadas de ‘musas’. Embora eu respeite esse termo por fazer parte de uma fase importante da minha história, também acredito que, durante anos, se falou mais sobre nossa aparência do que sobre nossas conquistas, nosso trabalho ou nossas habilidades profissionais. Não nego meu passado e sou profundamente grata por tudo o que vivi. Mas minha história não terminou ali”, reforça.
Larissa valoriza seu currículo mais do que seu posto, cobrindo nos últimos anos a seleção paraguaia nas Eliminatórias da Copa do Mundo, na Copa América e em diversos eventos internacionais.
“Do que mais me orgulho não é de ter me tornado um fenômeno global, mas de tudo o que construí depois. A beleza pode abrir portas, mas não sustenta uma carreira por mais de uma década. Talvez a maior prova disso seja a minha própria história. Em 2010, o mundo viu uma jovem paraguaia torcendo apaixonadamente pela sua seleção nacional nas arquibancadas. Em 2026, essa mesma mulher retornará a uma Copa do Mundo como jornalista credenciada. Para mim, essa é a verdadeira vitória”, comemora.
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