Descoberta ocorreu durante procedimento em Guarulhos; memorial com árvores em homenagem aos músicos será inaugurado em cerimônia marcada para esta sexta-feira
A exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, realizada nesta segunda-feira (23) em Guarulhos, revelou um detalhe que chamou a atenção da família do vocalista Dinho. A jaqueta usada no enterro do cantor foi encontrada preservada dentro do caixão. Ao GLOBO, o primo do artista e CEO da marca ligada à banda, Jorge Santana, afirmou que o estado da peça surpreendeu os familiares.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2023/U/A/ABw5yjTZANcnKAQVsbSg/sem-titulo.png)
Com letras repletas de deboche, incorreções políticas e expressões de duplo sentido, o álbum foi um sucesso e teve cerca de 1,8 milhão de cópias vendidas. — Foto: Divulgação
— A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem — disse Santana ao Metrópoles. Segundo ele, a descoberta foi um dos momentos mais marcantes do procedimento, realizado como parte de um projeto de homenagem ao grupo.
A exumação integra a criação de um memorial vivo dedicado aos músicos. A cerimônia de inauguração do espaço, aberta ao público e gratuita, está prevista para esta sexta-feira (27), às vésperas dos 30 anos do acidente aéreo que matou a banda.
Memorial com árvores em homenagem
A iniciativa é resultado de uma parceria entre as famílias dos artistas e o BioParque Cemitério de Guarulhos. O projeto prevê a cremação de uma pequena parte dos restos mortais, que será transformada em adubo para o plantio de cinco árvores, uma para cada integrante.
Segundo Santana, a proposta foi discutida e aprovada em conjunto pelas famílias. O memorial ficará atrás das sepulturas, que continuarão preservadas e abertas para visitação.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/k/O/GXmSeBRWaMB4MqXXZIkw/49150536.jpg)
Em 1995, os Mamonas gravaram seu primeiro e único álbum homônimo da banda com a EMI.— Foto: Reprodução
— O espaço tem toda uma simbologia. Vai ter totens, atividades, QR Code e um ‘cantinho Mamonas’. Tudo continuará gratuito — afirmou ao GLOBO.
De acordo com o cemitério, as cinzas serão colocadas em urnas biodegradáveis junto às sementes escolhidas pelas famílias. O desenvolvimento das árvores poderá ser acompanhado por uma plataforma digital desde a germinação até o plantio definitivo no local.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/u/d/yb0vhFS62FNvWsBbKhmw/96062124.jpg)
A trajetória dos Mamonas começou longe dos holofotes, quando Sérgio Reoli foi apresentado ao guitarrista Bento Hinoto. — Foto: Marco Antônio Teixeira
Cada árvore terá identificação e um totem com QR Code reunindo fotos, vídeos e relatos sobre os integrantes, com a proposta de transformar o espaço em um ponto de encontro para fãs.
Os Mamonas Assassinas estavam no auge do sucesso quando morreram em 2 de março de 1996. Após um show em Brasília, o avião que transportava o grupo colidiu com a Serra da Cantareira durante a aproximação para pouso em Guarulhos, causando a morte de todos os ocupantes e provocando grande comoção no país.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/U/e/Bu5v52T864oKbVPjy8WA/mamonas4.png)
Os Mamonas Assassinas morreram em um acidente aéreo na Serra da Cantareira em 1996 — Foto: José Luís da Conceição/Agência O GLOBO

















