As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram os animais reunidos ao redor do chafariz e pela área gramada. Em seguida, uma das capivaras entra na água e logo é acompanhada pelas demais.
Um grupo de capivaras foi visto tomando um “banho de piscina” no chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na tarde desta sexta-feira (16). As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram os animais reunidos ao redor do chafariz e pela área gramada. Em seguida, uma das capivaras entra na água e logo é acompanhada pelas demais.
Apesar de a cena chamar a atenção por acontecer em um local urbano, o comportamento é considerado natural. Ao g1, o biólogo e doutor em botânica Romildo Gonçalves explicou que as capivaras costumam permanecer próximas a áreas com água, já que isso é essencial para a sobrevivência da espécie.
“A capivara é um animal semiaquático, ela não vive sem água, sabe? Grande parte da vida dela, ela passa dentro desse habitat”, contou.
O grupo também pode ter escolhido o local por outro motivo. As capivaras se alimentam de forrageiras, que são plantas cultivadas para funções como proteção do solo, produção de palha para o sistema de plantio direto e alimentação de animais, que podem ser gramíneas ou leguminosas.
O biólogo reforça ainda que as capivaras preferem ambientes com água e condições favoráveis à sobrevivência. Sobre a escolha do chafariz da ALMT, Romildo aponta que há algumas possibilidades que explicam a presença dos animais no local.
“A alimentação fácil, a gramínea boa do entorno, a água limpa e morna, fora o calorão que tá, né? Você vê isso também muito no Parque Tia Nair. Elas gostam de ambiente que tenha grama fresca, água e ambiente saudável. Aliás, todos nós gostamos, não é?, brincou.
Capivaras: como são e onde vivem
A capivara é o maior roedor vegetariano do mundo, um animal adulto pode pesar 70 kg. Ela tem cabeça grande, orelhas pequenas e não possui cauda. O macho pode ser identificado por uma glândula sebácea, localizada no focinho.
A capivara se alimenta de capins e ervas comuns em várzeas e alagados. A espécie possui hábitos semiaquáticos e é excelente mergulhadora, tendo inclusive pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e a usa como defesa, escondendo-se de seus predadores. Por isso, a capivara pode permanecer submersa por alguns minutos.
A capivara pasta à procura de alimento. Ela é tolerante à vida em ambientes alterados pelo homem. Com hábitos diurnos e noturnos, a capivara vive em grupos, normalmente com cerca de 20 indivíduos.
Em algumas regiões e até nas cidades, pela falta de predadores, muitos grupos se tornam maiores e as populações ficam fora de controle. Por outro lado, entre as décadas de 60 e 70, as capivaras foram muito caçadas, especialmente na região do Pantanal, quando a pele e o óleo delas eram comercializados para uso medicinal.











