Equipe médica do Hospital DF Star relata evento “potencialmente mortal” e classifica quadro como pneumonia bacteriana bilateral aguda
A equipe médica responsável pelo tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou, na noite de hoje (13), que ele enfrenta um quadro clínico de extrema gravidade no Hospital DF Star, em Brasília. (Veja o vídeo abaixo).
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Segundo os médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, no momento da avaliação inicial, Bolsonaro chegou a registrar saturação de oxigênio no sangue de 80% e pressão arterial de 9 por 5, índices considerados críticos.
O cirurgião Claudio Birolini classificou a situação como um evento “potencialmente mortal”. Em entrevista coletiva, o médico afirmou que todos estão lidando com uma situação “extremamente grave”.
No momento, a questão do presidente Jair Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal mais uma vez surge nessas circunstâncias”. Birolini explicou que a broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa, é “a maior e mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve”.
A equipe detalhou que a queda brusca na pressão e na oxigenação indicou o início de uma infecção com alto critério de gravidade.
“Isso mostra que uma infecção estava se iniciando com critérios de gravidade. O fato de ter atendido muito rápido fez toda diferença”, pontuou um dos profissionais. O quadro evoluiu para uma bacteremia, que ocorre quando as bactérias alcançam a corrente sanguínea, exigindo o uso imediato de “antibióticos potentes” para tentar reverter a infecção.
Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento constante e tratamento com antibioticoterapia venosa. De acordo com o último boletim médico, exames de imagem confirmaram o comprometimento severo de ambos os pulmões.
Não há previsão de alta e a equipe médica reforçou que o ex-presidente, aos 70 anos, é considerado um “idoso frágil”, o que eleva os riscos de complicações sistêmicas durante o tratamento.

















