Local utiliza discurso terapêutico para atrair clientes e realizar apresentações de mulheres antes da contratação de serviços sexuais
Uma unidade que se apresenta como clínica de massoterapia na Asa Norte, em Brasília, tem operado como ponto de prostituição sob fachada de atendimento terapêutico. A reportagem constatou que os clientes são conduzidos a uma pequena sala, onde mulheres se apresentam individualmente para serem escolhidas. Os valores variam conforme o serviço, com cobrança fixa pela “sessão” e acréscimos para práticas de cunho sexual.
A dinâmica é cuidadosamente planejada. Durante o dia, o acesso ocorre por uma entrada lateral, discreta. Após o expediente comercial, só é permitido entrar por uma porta nos fundos, mediante liberação por interfone. O objetivo, segundo funcionários, é evitar exposição e manter um fluxo controlado de frequentadores.
Embora o local utilize termos como “relaxamento” e “terapia corporal” em anúncios, a prática não guarda relação com massoterapia profissional. A caracterização das atendentes, o ritual de apresentação e a negociação direta de serviços evidenciam uma atividade de natureza sexual. As roupas variam de peças íntimas a vestimentas transparentes, escolhidas para seduzir o cliente antes da contratação.
Profissionais da área de fisioterapia e massoterapia alertam para o uso crescente de terminologias terapêuticas para encobrir programas. O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional já expressou preocupação com a banalização do título de terapeuta, ressaltando que a atuação responsável exige formação específica, registro profissional e respeito a normas éticas.
O estabelecimento, no entanto, sustenta o discurso de bem-estar, anunciando ambiente reservado, toalhas higienizadas e atendimento individualizado. Na prática, funciona como ponto de encontros rápidos, voltado principalmente a trabalhadores da Esplanada e região central da capital.
Até o momento, não há registro de fiscalização recente no endereço.


















