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ELEIÇÕES 2026

Lula lidera todos os cenários de 2º turno, mas perde pontos de vantagem sobre Flávio

Lula lidera cenários de 2º turno, mas vantagem diminui

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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas eleições. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida ao Planalto, o petista aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cenário representa uma oscilação positiva para Flávio, que, na sondagem anterior, perdia por 45% a 37%, embora os dados variem dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

É a oitava pesquisa do instituto no ano para as eleições de outubro — e a primeira da empresa depois das convenções que escolheram os candidatos a presidente, do novo tarifaço de Donald Trump, da reconciliação entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar novas investigações contra Lulinha, filho de Lula.

Desde julho, Lula perdeu apoio sobretudo entre os independentes (40% a 33%), eleitores que não se associam à esquerda ou à direita. O petista lidera o cenário de segundo turno contra Flávio com folga no Nordeste (64% a 25%); entre os eleitores pretos (61% a 22%); entre os beneficiários do Bolsa Família (62% a 26%); entre os votantes com Ensino Fundamental (55% a 30%); e aqueles que recebem até dois salários mínimos (54% a 30%). Já Flávio aparece muito à frente do candidato à reeleição no Sul (56% a 29%); entre evangélicos (48% a 33%); entre eleitores com Ensino Superior (45% a 34%); entre os eleitores brancos (46% a 36%); e entre os que ganham mais de cinco salários (44% a 36%).

Segundo os dados, se a eleição fosse hoje, Lula superaria o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, por 45% a 37%, e o nome do Novo, Romeu Zema, por 46% a 34%. A sondagem aponta variação dentro da margem de erro nos dois cenários de segundo turno. Numericamente, o ex-governador de Goiás reduziu em um ponto a diferença para o atual presidente, que, por sua vez, abriu 12 pontos contra o ex-governador de Minas Gerais. Contra Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, Lula lidera por 45% a 35% (em julho, 45% a 33%).

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O levantamento foi realizado entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com 2.004 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026.

Primeiro turno

 

No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com oscilação de um ponto para baixo. Ele aparece com 39% das intenções de voto, contra 30% de Flávio, que fica em segundo lugar. Na divulgação anterior, em junho, o petista tinha 40%, e o senador, 28%.

Quatro pré-candidatos — Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) — não pontuaram. Indecisos são 10%, e eleitores que declaram voto em branco, nulo ou não vão votar somam 8%.

A escolha de voto é definitiva para 69% dos brasileiros, quatro pontos acima do que foi registrado no levantamento anterior (65%). Aqueles que afirmam ainda poder mudar de voto são 31% — em meados de julho, eram 35%.

Rejeição

 

Flávio é o candidato com maior rejeição entre os testados nesta rodada da Genial/Quaest. O senador é rejeitado por 54% dos eleitores no momento, num recuo de três pontos percentuais desde a última divulgação, quando 57% afirmaram que o conheciam e não votariam nele.

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Lula vem em seguida, com 52%. Os dados desta Quaest interrompem a tendência de queda dos últimos meses neste número. Em junho, o petista era rejeitado por 53% da população, taxa que era de 55% em abril. Na sondagem anterior, era de 50%.

Aprovação do governo

 

A Genial/Quaest também mostra que Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam a atual gestão. Os dados não variaram desde o levantamento anterior, quando, pela primeira vez desde dezembro de 2024, o índice positivo foi numericamente superior.

Sobre esse tema, 5% não sabem ou não responderam. Em junho, o governo era aprovado por 47%. Já em maio, a aprovação era de 46%, contra 49% que desaprovavam.

A aprovação do governo Lula recuou para além da margem de erro entre os independentes, que não se associam à esquerda nem à direita (de 45% a 42%). A desaprovação subiu entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos (54% a 58%). No entanto, a aprovação do petista subiu cinco pontos no Nordeste, de 61% a 66%.

Além disso, para 55%, Lula não merece mais quatro anos como presidente — o patamar era de 51% em julho. A parcela de entrevistados que disse que o petista merece, sim, um novo mandato recuou de 45% a 41%.

Avaliação do governo

 

Em relação à avaliação do governo, o cenário também é de estabilidade. Segundo a Quaest, 36% consideram o trabalho como sendo positivo, contra 26% que avaliam ser regular. O percentual negativo, por sua vez, também é de 36% — em julho de 2025, era 40%.

Em um recorte de um ano para cá, o pior cenário ocorreu em março deste ano, quando a avaliação negativa alcançou 43%. À época, somente 31% consideravam o trabalho como sendo positivo, contra 25% que avaliavam ser regular.

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