Tropical FM

Deputado nega ser ‘braço operacional’ em venda de sentença de desembargador em MT investigada pela PF

Imagem Divulgação

publicidade

O deputado estadual Faissal Calil (PL) disse, há pouco, em Cuiabá, que está tranquilo com a operação Gemini, da Polícia Federal, feita esta manhã, onde ele é investigado por envolvimento com venda de sentença. Houve busca e apreensão em sua residência assim como o desembargador Dirceu Santos. “Pode investigar o que for, eu tô muito tranquilo”. “Nós não temos ainda ciência do teor dessa decisão eu estou aqui pronto para esclarecer todos os fatos, quem não deve não teme”. ” Preciso me inteirar mais para depois eu dar uma resposta mais concreta”, disse o deputado.

Calil rebateu acusação de ser braço operacional no esquema de venda de decisões judiciais. Segundo a PF, “o magistrado utilizava-se de um operador econômico, advogado e parlamentar estadual, de estrita confiança que funcionava como seu verdadeiro braço operacional e longa manus para o recebimento de vantagens indevidas, quitação de passivos familiares e triangulações imobiliárias simuladas com terceiros (“laranjas”). “Não tem nenhuma transação econômica minha com ele. Isso aí não é verdade e eu sou mais interessado para que isso seja esclarecido o mais rápido possível. Desde que eu virei deputado, eu saí do Tribunal de Justiça eu perdi todo meu contato eu simplesmente me afastei. Então, isso não é verdade”, rebateu.

Leia Também:  Quaest, 1º turno: Lula, 37%; Flávio Bolsonaro, 33%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 1%

A polícia Federal informou que “o avanço da análise bancária descortinou uma vultosa movimentação marginal e paralela, incluindo o trânsito de valores em espécie que superam os R$ 3,2 milhões em depósitos e saques. A investigação ainda apontou repasses sem lastro negocial justificado, oriundos de empresas do agronegócio que possuíam litígios agrários em trâmite no Tribunal”, informa. Não foram revelados os nomes das empresas suspeitas de envolvimento no esquema.

Ainda de acordo com a PF, ” a operação recebeu o nome de “Gemini” (do latim, “gêmeos”), em alusão direta à alcunha literal utilizada pelo lobista e intermediário do esquema em sua agenda telefônica para identificar o operador financeiro do gabinete. No plano dogmático e da inteligência policial, o termo sintetiza a dualidade simbiótica e a perfeita coautoria funcional (artigo 29, do CP) estruturada para a mercancia de atos de ofício: enquanto um dos agentes operava no plano formal do poder do Estado, exercendo a jurisdição, o outro atuava como seu espelho financeiro na esfera informal, encarregado da captação de vantagens indevidas, ocultação patrimonial e dissimulação de ativos ilícitos”.

Leia Também:  Secretaria de Esportes abre inscrições para a 7ª Copa Vera de Futebol Society e a 4ª Copa de Veteranos

Compartilhe essa Notícia

publicidade

DC Eventos MT
Resumo sobre Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.

Saiba mais lendo nossa Política de Privacidade