Uma grande operação integrada entre equipes da ROTAM, do CIOPAER e da Diretoria da Agência Central de Inteligência (DACI) resultou na prisão de quatro suspeitos na manhã desta quarta-feira (29), após uma intensa ação policial que desarticulou uma quadrilha especializada em furtos de cabos de usinas fotovoltaicas nas regiões de Sorriso e Nova Ubiratã.
De acordo com as informações, o grupo vinha sendo monitorado pelo setor de inteligência, que identificou a movimentação dos criminosos em direção ao município de Campo Verde — área considerada estratégica pela alta concentração de usinas solares, alvo frequente desse tipo de crime.
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🔍 Estratégia, fuga e cerco policial
Os suspeitos utilizavam dois veículos modelo VW Oroch para executar os furtos e transportar o material. Durante a madrugada, ao perceberem o cerco policial se aproximando, tentaram retornar para Cuiabá por rotas alternativas e estradas vicinais, numa tentativa de despistar as forças de segurança.
No entanto, a ação coordenada das equipes resultou em um cerco tático na região do Olho D’Água. Um dos veículos foi interceptado nas proximidades do posto Flávio Gomes. Já o segundo tentou fugir, mas foi acompanhado do alto pelo helicóptero do CIOPAER e acabou sendo abordado na Rodovia dos Imigrantes.
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⚡ “Kit do crime” e tecnologia de ponta
Com os suspeitos, os policiais encontraram um verdadeiro arsenal utilizado nos furtos, além de equipamentos tecnológicos para atuação em áreas remotas:
23 rolos de fios de cobre furtados de usinas solares
Antena de internet via satélite Starlink
Aparelhos celulares
Ferramentas como pá, picareta, alicates, facas e outros itens usados para cortar e extrair os cabos
Todo o material foi apreendido.
👮 Investigação continua
Os quatro detidos foram encaminhados à Central de Flagrantes, junto com os veículos e os objetos recuperados. A Polícia Civil agora dá sequência às investigações para identificar possíveis outros integrantes da quadrilha e descobrir qual seria o destino final do cobre furtado — material conhecido no mundo do crime como “ouro vermelho” devido ao seu alto valor no mercado ilegal.
A ação reforça o combate às organizações criminosas que vêm causando prejuízos milionários ao setor de energia solar na região.











