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Sobe para 16 o nº de mortos em ataque a festa na Austrália

Ferido é levado após tiroteio em Bondi Beach, na Austrália — Foto: AP Photo/Mark Baker

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Ataque ocorreu na praia de Bondi, em Sydney, durante o primeiro dia do Hanukkah. Quarenta pessoas ficaram feridas, entre elas dois policiais.

 

Atiradores deixaram 15 pessoas mortas e 40 feridas, incluindo dois policiais, durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah, neste domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney.

idade das vítimas vai de 10 a 87 anos. A mais jovem, uma menina, morreu no hospital.

Dois homens dispararam tiros contra as pessoas que comemoravam a data no local. Os suspeitos são pai e filho, de acordo com a polícia. O pai, um homem de 50 anos, tinha licença para armas e morreu em confronto com as autoridades. Já o filho, de 24, foi detido com ferimentos graves, mas sua situação é estável.

Durante uma coletiva de imprensa, o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, classificou o evento como um “incidente terrorista”.

Entre os mortos, está o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, nascido em Londres, noticiaram os jornais britânicos The Guardian e BBC News. Um israelense também morreu durante o ataque.

O Jerusalem Post informou que um de seus colaboradores, Arsen Ostrovsky, chefe do escritório de Sydney do Australia/Israel & Jewish Affairs Council, também ficou ferido.

O Itamaraty disse que, até o momento, não há informação sobre brasileiros atingidos.

Imagem aérea das equipes atuando após tiroteio na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália — Foto: Reuters/Reprodução

Imagem aérea das equipes atuando após tiroteio na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália — Foto: Reuters/Reprodução

 

Mal Lanyon disse que a polícia concluiu que não houve participação de um terceiro suspeito. 40 pessoas foram atendidas em diversos hospitais de Sydney, incluindo dois policiais.

“O estado de saúde desses agentes e dos demais feridos é grave”, afirmou Lanyon.

Ainda durante a coletiva, o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, disse que “o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney, no primeiro dia do Hanukkah”.

Imagens mostram um dos atiradores sendo desarmado por um homem após os ataques (veja vídeo abaixo).

“É a cena mais inacreditável que já vi: um homem se aproximando de um atirador que havia disparado contra a comunidade e, sozinho, o desarmando, colocando sua própria vida em risco para salvar a vida de inúmeras outras pessoas”, disse Minns.

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O homem que desarmou o atirador foi atingido por dois disparos, um no braço e outro na mão, mas se recupera bem no hospital, segundo um parente, disse o jornal “Guardian”. Ele tem 43 anos e é vendedor de frutas.

Ferido é levado após tiroteio em Bondi Beach, na Austrália — Foto: AP Photo/Mark Baker

Ferido é levado após tiroteio em Bondi Beach, na Austrália — Foto: AP Photo/Mark Baker

 

No Reino Unido, a polícia vai reforçar o policiamento em comunidades judaicas após o ataque na Austrália. O Hanukkah, o festival judaico das luzes, começa na noite de domingo, com celebrações previstas em todo o Reino Unido nos próximos dias.

Mike Burgess, diretor-geral da inteligência australiana (ASIO) disse que a agência está analisando a identidade dos atiradores e se existe “alguém na comunidade que tenha intenção semelhante”.

“É importante ressaltar que, neste momento, não temos qualquer indicação disso, mas trata-se de algo que está sendo investigado ativamente”, afirmou.

Segundo ele, o nível de ameaça terrorista na Austrália permanece como “provável”. “Não vejo isso mudando neste estágio. Provável significa que há 50% de chance de um ato terrorista. Infelizmente, vimos esse ato horrível ocorrer hoje à noite na Austrália.”

A polícia australiana acrescentou que um “objeto que se acredita ser um artefato explosivo” foi retirado de um carro próximo à praia.

“Uma série de itens suspeitos localizados nas proximidades está sendo examinada por agentes especializados, e uma área de exclusão foi estabelecida”, informou a polícia de Nova Gales do Sul em comunicado divulgado às 21h (no horário da Austrália).

Mais cedo, em um comunicado, o primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que as imagens vindas de Bondi eram “angustiantes e chocantes”, e que policiais atuavam no local para “tentar salvar vidas”.

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A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, classificou o tiroteio em Bondi como “repugnante” e manifestou condolências às famílias das vítimas do ataque.

“O terrorismo, o antissemitismo, a violência e o ódio não têm lugar na Austrália”, afirmou.

“Minhas mais profundas condolências às pessoas que perderam entes queridos nesta noite. Desejamos a recuperação completa de todos os feridos e expressamos nossa solidariedade à comunidade judaica australiana”, afirmou.

Os Estados Unidos condenaram “veementemente” o ataque.

Gramado próximo à praia de Bondi, na Austrália, após tiroteio — Foto: Australia Broadcasting Corporation, via Reuters

Gramado próximo à praia de Bondi, na Austrália, após tiroteio — Foto: Australia Broadcasting Corporation, via Reuters

 

“O antissemitismo não tem lugar neste mundo. Nossas orações estão com as vítimas desse ataque horrível, com a comunidade judaica e com o povo da Austrália”, escreveu o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em uma publicação na plataforma X.

António Guterres, secretário-geral da ONU, classificou o episódio como um “ataque hediondo e mortal”:

“Estou horrorizado e condeno o ataque hediondo e mortal cometido hoje contra famílias judias. Meu coração está com a comunidade judaica em todo o mundo neste primeiro dia do Hanukkah, uma festividade que celebra o milagre da paz e da luz vencendo a escuridão.”

O presidente israelense, Isaac Herzog, classificou o ataque como “cruel contra os judeus” e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, acusou o governo australiano de ter “alimentado o fogo do antissemitismo” ao reconhecer um Estado palestino.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) publicou uma nota afirmando que manifesta “sua profunda consternação e solidariedade à comunidade judaica da Austrália”.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas se dispersando na praia de Bondi enquanto vários tiros e sirenes da polícia são ouvidos.

Mortes em ataques a tiros em massa são extremamente raras na Austrália. Um massacre ocorrido em 1996 na cidade de Port Arthur, na Tasmânia — quando um atirador matou 35 pessoas — levou o governo a endurecer drasticamente as leis sobre armas, tornando muito mais difícil para os australianos adquirirem armas de fogo.

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