Trabalhadores relatam que parte dos valores foi paga após a paralisação de 24 de setembro, mas pendências continuam; despesas com combustível, manutenção e alimentação agravam a situação.
Motoristas e proprietários de caminhões-caçamba que prestam serviços nas obras de pavimentação da MT-208/419, no trecho entre Carlinda e Novo Mundo, no Norte de Mato Grosso, voltam a cobrar uma solução para pagamentos que, segundo eles, permanecem pendentes desde a mobilização realizada em 24 de setembro.
Conforme o relato dos trabalhadores, após a paralisação houve o pagamento de parte dos valores devidos. Entretanto, eles afirmam que a situação não foi regularizada e que continuam sem condições financeiras de manter os caminhões trabalhando.
A cobrança envolve serviços terceirizados prestados à empresa responsável pela obra. Durante a mobilização de setembro, imagens mostraram diversos caminhões estacionados no local.
Trabalhar aumenta as despesas; parar compromete a renda
Os proprietários descrevem um impasse: continuar trabalhando exige novos gastos com combustível e manutenção, enquanto os pagamentos pendentes comprometem a capacidade de assumir essas despesas. Por outro lado, deixar os veículos parados também impede a geração de renda.
Segundo os relatos encaminhados à reportagem, há dívidas em oficinas mecânicas e postos de combustível. A dificuldade já alcança as despesas básicas das famílias, incluindo compras no mercado.
Para quem depende do caminhão como instrumento de trabalho, a falta de pagamento afeta toda a rotina. Sem dinheiro para abastecer ou realizar reparos, os veículos deixam de operar, enquanto as contas continuam vencendo.
Cobrança por regularização e prazo definido
Os trabalhadores cobram a quitação dos serviços prestados e um posicionamento concreto sobre os pagamentos. Eles afirmam que o repasse parcial realizado após a primeira mobilização não foi suficiente para solucionar as pendências.
A situação também provoca preocupação em torno do andamento da pavimentação, em uma ligação importante para moradores, transportadores e municípios da região.
As informações sobre os débitos são atribuídas aos trabalhadores. No material encaminhado à reportagem, não constam o valor total cobrado, o número de profissionais atingidos, a identificação da empresa responsável nem uma previsão confirmada para a regularização. Também não há confirmação de uma nova paralisação ou de bloqueio da rodovia.
O espaço permanece aberto para manifestação da empresa responsável e dos órgãos que acompanham a execução da obra.











