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Vídeo: Invasão de influencers no US Open irrita tenistas, e Sabalenka reclama de cheiro de maconha em quadra

Aryna Sabalenka em ação pela 3ª rodada do US Open 2026 — Foto: Eduardo Munoz/REUTERS

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Jogo de Naomi Osaka chegou a ser interrompido por uma sessão de fotos improvisada em um camarote

 

Algumas das principais estrelas do tênis criticaram o mau comportamento de influenciadores e convidados VIPs durante as partidas da atual edição do US Open. O Grand Slam nova-iorquino virou palco de reclamações de atletas por conta de distrações nas arquibancadas, que incluíram episódios como sessão de fotos com flashes em um jogo, conversas e movimentação excessiva durante os pontos. Aryna Sabalenka, número 1 do mundo da WTA, também reclamou do cheiro de maconha durante sua partida de terceira rodada nesta sexta-feira (4).

Naomi Osaka está na terceira rodada do US Open 2026 — Foto: KENA BETANCUR / AFP

Naomi Osaka está na terceira rodada do US Open 2026 — Foto: KENA BETANCUR / AFP

O centro da polêmica com os influencers aconteceu no duelo de estreia de Naomi Osaka, bicampeã do torneio, na terça-feira (1º). A japonesa se concentrava para sacar em um momento decisivo contra Anastasia Zakharova, mas foi interrompida por um grupo de influenciadores que fazia uma sessão de fotos com luzes portáteis em um dos camarotes de luxo do Estádio Arthur Ashe. A árbitra de cadeira teve de paralisar a partida até que os convidados retornassem aos seus assentos. Dois dias depois, Naomi cobrou postura dos criadores de conteúdo:

— Se você vai a um evento esportivo, deve respeitar o esporte. E considero que é uma questão de cortesia básica se informar, especialmente no que diz respeito à etiqueta. Acho ótimo que as pessoas contribuam para popularizar o tênis para seu público específico, mas acho que a situação precisa ser gerida muito melhor, sobretudo em partidas de primeira rodada — pontuou Osaka.

Grupo de influenciadores promove sessão de fotos improvisada durante jogo de Naomi Osaka no US Open — Foto: Reprodução

Grupo de influenciadores promove sessão de fotos improvisada durante jogo de Naomi Osaka no US Open — Foto: Reprodução

Já classificada à terceira rodada do US Open e postulante a ser número um do mundo após o torneio, Jessica Pegula seguiu a mesma linha da japonesa e foi ainda mais direta sobre a ação dos criadores de conteúdo nas partidas, indicando falta de sensibilidade entre eles.

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— Tem gente lá embaixo tentando competir; é a carreira e o trabalho deles. Acho um pouco desrespeitoso. Tenho a sensação de que este ano a coisa fugiu um pouco do controle. Na Ashe se ouve tudo. Mesmo quando parece haver silêncio, sempre há um murmúrio, pessoas falando, comendo, rindo e expressando todo tipo de emoções. Você realmente precisa se esforçar para se isolar na sua própria bolha — descreveu a norte-americana.

Jessica Pegula, terceira colocada do ranking da WTA, em entrevista no US Open — Foto: Caleb Bowlin / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Jessica Pegula, terceira colocada do ranking da WTA, em entrevista no US Open — Foto: Caleb Bowlin / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O US Open credenciou mais de cem influenciadores para a atual edição — mais do que o dobro em relação ao ano passado — e, segundo o chefe de comunicação do evento, Brendan McIntyre, esse número só tende a “subir” nos próximos anos.

Indo na contramão da etiqueta tradicional do tênis, o Grand Slam nova-iorquino também permite, desde 2024, a livre circulação de torcedores durante os pontos, independentemente da ação em quadra. Tradicionalmente, o público só pode conversar ou se movimentar durante as trocas de lado e intervalos entre os sets.

— A USTA (Associação de Tênis dos Estados Unidos) está sempre se esforçando para fazer o tênis crescer nos Estados Unidos e atrair novos públicos para o esporte. O US Open é nossa maior oportunidade para conseguir isso, e recebemos de braços aqueles que se aproximam do nosso evento pela primeira vez. Queremos que todos os nossos torcedores e convidados desfrutem de uma experiência incrível durante sua visita, mas também devemos garantir que não interfiram na ação nem na competição na quadra. Buscamos continuamente maneiras de assegurar que o público nas arquibancadas saiba o que é permitido e o que é proibido — explicou McIntyre em declaração ao jornal inglês Daily Mail.

Influenciadores gravam vídeo cantando música durante partida do US Open — Foto: Reprodução

Influenciadores gravam vídeo cantando música durante partida do US Open — Foto: Reprodução

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Cheiro de maconha em quadra é alvo de reclamações

 

Outro episódio que marcou as reclamações dos tenistas durante esta edição do US Open envolveu a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka. Durante sua partida da terceira rodada contra Kamilla Rakhimova, nesta sexta-feira, a belarrussa dirigiu-se à arbitragem e reclamou abertamente do cheiro de maconha vindo da arquibancada:

— Tem alguém fumando maconha. Você se importaria (de retirá-la)? Porque o cheiro está muito forte — solicitou Sabalenka.

Aryna Sabalenka em ação pela 3ª rodada do US Open 2026 — Foto: Eduardo Munoz/REUTERS

Aryna Sabalenka em ação pela 3ª rodada do US Open 2026 — Foto: Eduardo Munoz/REUTERS

A reclamação sobre o odor de cannabis virou algo recorrente no US Open nos últimos anos. O uso recreativo de maconha é legalizado em Nova York para pessoas acima de 21 anos desde 2021 e, embora seja proibido fumar no interior do complexo em Flushing Meadows, o cheiro tem aparecido com frequência durante os jogos.

Nesta mesma edição, Adrian Mannarino já havia feito um forte desabafo sobre o tema após ser eliminado por Alexander Bublik na primeira rodada. O atleta não escondeu seu incômodo com o odor e com o comportamento dos torcedores.

— Tem cheiro de maconha na quadra, está se transformando em um zoológico. São condições realmente incomuns. As pessoas entram como bem entendem, se mexem, falam… O torneio tolera isso, não sei se é o melhor para os jogadores e para o esporte em geral. Acho que há muitas regras que poderiam ser mudadas no tênis, mas esta sem dúvida não é a que deveria ter sido mudada agora — disse Mannarino.

Após a sequência de reclamações e o episódio envolvendo Osaka, a organização do US Open aumentou as placas de sinalização no complexo e enviou alertas diretos aos portadores de ingressos e camarotes lembrando sobre a proibição do uso de flashes, luzes artificiais e ruídos excessivos durante as jogadas.

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