Tchamba, Yago Pikachu e Alef Manga marcam, e Willian José desconta
Com direito a olé na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Remo bateu o Bahia por 3 a 1, na noite desta quarta-feira, no primeiro confronto da quinta fase da Copa do Brasil. Os paraenses abriram o placar com Tchamba e viram Willian José empatar ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Pikachu e Alef Manga aproveitaram lambanças de Léo Vieira e Ramos Mingo e construíram grande vantagem para o jogo da volta, em Belém.

Bahia 1 x 3 Remo | Copa do Brasil 2026
O Bahia começou o jogo em ritmo acelerado e criou chances perigosas antes mesmo dos cinco minutos. David Duarte fez Marcelo Rangel trabalhar com grande defesa em cabeceio, e Nico Acevedo acertou a trave depois de bonita jogada de Everton Ribeiro. O passar dos minutos trouxe o equilíbrio, e o Remo deixou o jogo mais morno. Aos 15 minutos, os visitantes inauguraram o placar com cabeceio de Tchamba em jogada que começou com cobrança de escanteio. O gol foi validado depois de revisão na tela do VAR.

Bahia x Remo na Fonte Nova (Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia)
Mas o Bahia não deixou a tensão se criar ao empatar logo em seguida. Em mais um escanteio, Everton Ribeiro cobrou na cabeça de Willian José, que subiu para testar. O restante do primeiro tempo foi de controle tricolor, mas com temperatura morna. Reativo, o Remo não chegou a criar grandes chances de gols. Já os donos da casa voltaram a assustar depois dos 40, com Jean Lucas e Everton Ribeiro. Os dois receberam passes dentro da área e chutaram de primeira, mas a tentativa do camisa 6 parou em Marcelo Rangel, e a do número 10, na linha de fundo.
Os primeiros minutos mostraram um Bahia mais exposto e um Remo com mais contra-ataques, mas sem nenhum grande perigo. Aos 20, veio a primeira grande chance com Everaldo, que cabeceou para fora depois de belo cruzamento de Juba. Logo depois, veio de Léo Vieira a lambança que complicou os donos da casa. O goleiro errou passe na saída de bola, entregou nos pés de Yago Pikachu e cometeu pênalti no atacante na sequência. O próprio Pikachu converteu a cobrança com chute de segurança no meio do gol.
A partir daí, o Remo aproveitou a tensão que tomou conta da Fonte Nova para se defender com ainda mais tranquilidade, e o Tricolor não criou mais nada. A noite ainda teve cantos de olé da torcida do Bahia para troca de passes do Remo. Para fechar a noite, ainda havia tempo para Ramos Mingo ser desarmado, concerder contra-ataque remista, e Alef Manga ampliar já nos acréscimos.

Marcelinho em Bahia em Remo (Foto: Jhony Pinho/AGIF)
Com vantagem do remista, Bahia e Remo voltam a se enfrentar no dia 13 de maio, com mando paraense. O Bahia precisa vencer por três gols de diferença para avançar de forma direta às oitavas de final, e o Remo se classifica até mesmo com derrota por até um gol. Em caso de vitória tricolor por dois tentos, a decisão será na disputa de pênaltis.
Rogério Ceni e Léo Condé escreveram mais uma página da rivalidade que nasceu nos tempos de Ba-Vi, em 2024. Agora são 11 confrontos, com quatro vitórias para cada lado e três empates. Em duelos eliminatórios, Condé se deu melhor com o Vitória na final do Campeonato Baiano de 2024, e Ceni avançou contra o Ceará na semifinal da Copa do Nordeste de 2025.
Quando o jogo já se aproximava do fim e o placar mostrava 2 a 1 para o Remo, a torcida do Bahia passou a protestar de forma direta. Os tricolores entoaram canto de olé em troca de passes dos visitantes e até aplaudiram o terceiro gol da noite. No apito final, gritaram “time pipoqueiro”, em revolta que nasceu na precoce eliminação na segunda fase prévia da Libertadores, em fevereiro.
O Bahia volta ao campo da Fonte Nova para duelo com o Santos. O Remo, por sua vez, enfrenta o Cruzeiro, no Mangueirão. Os dois jogos estão marcados para as 18h30 (de Brasília) deste sábado e valem pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

















