O campeão do mundo reconhece que cada jogador sentiu a pior campanha do país em Mundiais desde 1990, mas considera que a maneira como os atletas se comunicam deveria mudar
A maioria dos jogadores do Brasil usou as redes sociais para comentar a eliminação diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México. Para o pentacampeão Denilson, entretanto, a medida é “muito fria” e acaba por não aproximar o elenco da torcida.
O ex-jogador divulgou um vídeo em suas redes sociais nesta segunda feira (13) em que cita que, em muitos casos como este, o atleta acaba recorrendo a textos de assessoria de comunicação. Ele considera que, apesar de ser um hábito comum, “só a escrita” não consegue transmitir a tristeza e decepção citados pelos atletas, nem contribui para recuperar a conexão com os torcedores.
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Denilson criticou estratégia adotada por jogadores após eliminação da Copa — Foto: Bruno van Enck/BVEstúdio
– Faz um videozão trocando uma ideia, falando o que vocês escreveram, se foram vocês que escreveram porque às vezes é a assessoria que escreve e tá tudo certo, tá tudo bem. Mas, mano. Vídeo, mano. Faz um vídeo, a galera precisa sentir essa tristeza, sentir essa decepção. O torcedor brasileiro precisa se conectar com a seleção brasileira de novo. E aí, quando vem só escrita, sabe, uma parada, não sei, muito fria, tá ligado? (…) O torcedor precisa sentir o que vocês sentiram – afirmou.
O comentarista da Globo, que ainda está em Nova York para a conclusão da cobertura do torneio, reconhece que cada jogador sentiu a pior campanha do país em Mundiais desde 1990 e o maior jejum de títulos mundiais – 28 anos. Entretanto, o campeão do mundo considera que a maneira como os atletas se comunicam deveria mudar.
– Eu tenho certeza que vocês sentiram a derrota. Eu tenho certeza que vocês são os que mais sentiram, mas só a escrita parece que fica um negócio muito frio para o torcedor. Então, mano, mete um videozão, mete a cara, pai. “Rapaziada, tô mal, perdemos, infelizmente…” Mete a cara, mano, tá ligado? Eu acho que isso é uma forma da gente ir mudando isso porque fazendo essa conexão de novo com o torcedor, mano. (…) Mete a cara, mano, faz um vídeozinho, rapaziada, pô, foi mal demais a Copa, jogando mal e, sei lá, fala alguma coisa, mas só escrita não. Só escrita fica um negócio muito “tô em aí”, tá ligado? Vai na minha – finalizou.











