Darlan foi o maior pontuador do Brasil na partida decisiva e o segundo com mais acertos no campeonato
Resumão
O duelo entre as duas únicas seleções invictas no Pré-Olímpico encheu o Maracanãzinho na manhã deste domingo (20) e terminou com a vitória do Brasil por 3 sets a 0 – parciais de 25/20, 25/23 e 25/20– e a vaga antecipada para Los Angeles 2028.

Brasil x Argentina pelo Pré-Olímpico, no Maracanãzinho (Foto: Maurício Val/Dhavid Normando/CBV)
Darlan foi o maior pontuador do confronto, que colocou frente a frente as seleções sul-americana com as duas melhores posições no ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). O oposto também garantiu a posição de segundo jogador com mais bolas derrubadas durante o campeonato.
O triunfo em casa e diante da atual campeã sul-americana encerra uma série de resultados negativos do elenco comandado por Bernardo Rezende. Em Paris 2024, por exemplo, foi a própria seleção alviceleste que eliminou o Brasil na disputa do bronze. No ano seguinte, o time fez sua pior campanha em Mundiais, com um 17º lugar, enquanto na Liga das Nações (VNL) deste ano, foi eliminado na fase classificatória pela primeira vez.
O calor e a rivalidade do clássico provocaram um pequeno desentendimento na rede entre jogadores e comissões técnicas ao final do confronto, rapidamente controlado por árbitros e abafado por gritos de “É CAMPEÃO!”

Brasil x Argentina pelo Pré-Olímpico, no Maracanãzinho (Foto: Maurício Val/Dhavid Normando/CBV)
Darlan, maior pontuador do Brasil na competição, foi o destaque do primeiro set, ao auxiliar o elenco a abrir vantagem logo no início. Com o coletivo funcionando, o time de Bernardinho conseguiu impor uma diferença confortável, que chegou a seis pontos. Com um 17 x 12 desfavorável, Horacio Dileo precisou gastar a segunda pausa técnica. Depois do tempo, a seleção alviceleste melhorou no ataque, mas a artilharia brasileira seguiu mais eficiente e determinante para fechar a primeira parcial novamente com ele: Darlan.
Embalado pelo primeiro set, o Brasil rapidamente aplicou 4 x 1, com um ace de Judson. O saque, aliás, foi um dos trunfos do elenco verde-amarelo, ao dificultar a recepção alviceleste e o trabalho do levantador De Cecco, que diversificava a distribuição de bolas para tentar melhorar o aproveitamento do ataque. Os adversários até melhoraram, ficando a um ponto do Brasil, mas Bernardinho pediu tempo para arrumar e conseguir garantir mais um set.
Na busca pela reação, os argentinos voltaram mais ligados e conseguiram um 4 x 3 e depois, um 8 x 6, com o saque finalmente incomodando. Com o apoio da torcida, que revezava gritos e vaias, a depender de qual seleção ia para o saque, o Brasil manteve o ataque consistente para ficar no ponto a ponto. Um aliado que fez a diferença depois de passar zerado na parcial anterior foi o bloqueio – 3 x 0 neste fundamento.









