A extração florestal teve papel relevante na economia de Mato Grosso em 2025, movimentando cerca de R$ 1,6 milhão em valor de produção, segundo dados do setor. A atividade segue como uma importante fonte de geração de renda e empregos, especialmente em municípios do interior do estado.
Os dados constam no relatório da produção florestal de MT, elaborado pelo Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a partir das informações da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Do total movimentado no Estado, 64% tiveram origem na extração vegetal de florestas nativas, enquanto 36% vieram da silvicultura, ou seja, de florestas plantadas.
O resultado econômico é impulsionado principalmente pelo manejo florestal sustentável, que tem ganhado espaço como alternativa legal e ambientalmente responsável para o aproveitamento dos recursos naturais. A produção inclui madeira destinada à construção civil, movelaria, indústria de laminados e outros segmentos da cadeia produtiva.
O cenário contrasta com o panorama nacional, onde a silvicultura responde por 84,1% da produção econômica florestal brasileira, que somou R$ 44,3 bilhões em 2024, crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior. Na região, a produção da mesma triplicou desde 2020 e alcançou R$ 758 milhões em 2023, com cerca de 5,45 milhões de metros cúbicos de madeira. Em 2024, no entanto, o setor registrou retração de 34%, fechando o ano com R$ 593 milhões e produção de 3,83 milhões de metros cúbicos.
Além do impacto financeiro, o setor florestal contribui para o desenvolvimento regional ao fortalecer pequenas e médias empresas, movimentar o transporte, gerar postos de trabalho diretos e indiretos e aumentar a arrecadação de impostos.
Desse total, 72% correspondem a plantações de eucalipto e 28% a outras espécies florestais, o que reforça o potencial de ampliação da base produtiva da silvicultura nos próximos anos. Já a extração vegetal de florestas nativas atingiu R$ 1,04 bilhão em 2024, posicionando Mato Grosso como o segundo maior estado do país no extrativismo vegetal, com participação de 14,36% do total nacional, atrás apenas do Pará. O desempenho evidencia que a produção florestal baseada em áreas nativas ainda supera, em quase o dobro, o valor gerado pela silvicultura no Estado.
Especialistas destacam que o avanço da fiscalização, aliado a políticas de incentivo ao manejo sustentável, tem sido fundamental para garantir a legalidade da produção e reduzir práticas ilegais, preservando áreas de floresta nativa e assegurando o uso racional dos recursos.
No comércio exterior, a exportação de madeira de Mato Grosso alcançou US$ 100,44 milhões. A teca lidera a pauta exportadora, com 58% do valor total, seguida por madeiras tropicais perfiladas (32%), outras madeiras tropicais serradas (9%) e madeiras não coníferas perfiladas (1%). A Índia é o principal destino das exportações, com 43,5% de participação, seguida pelos Estados Unidos (13,67%) e pela China (10,84%), considerando o período de janeiro a novembro de 2025.
Com vastas áreas florestais e experiência no setor, Mato Grosso segue como um dos estados estratégicos para a atividade florestal no país, conciliando produção econômica e conservação ambiental.



















