2º sargento PM Valdeir comenta ocorrência registrada na madrugada de domingo no bairro Bela Vista; mulher de 29 anos foi morta a facadas e suspeito de 43 anos acabou preso pela Polícia Militar
O 2º sargento PM Valdeir, responsável pelo comando do 3º Pelotão da Polícia Militar de Feliz Natal, falou sobre o grave caso de feminicídio registrado na madrugada deste domingo, 6 de setembro, no bairro Bela Vista. O crime provocou forte repercussão no município e reacende um alerta sobre a violência praticada contra mulheres dentro de ambientes que deveriam representar segurança e proteção.
A ocorrência foi registrada por volta das 3h30, depois que uma moradora ouviu gritos vindos de uma residência e acionou a Polícia Militar. Conforme o boletim, a testemunha relatou ter visto uma mulher ensanguentada e caída, enquanto um homem deixava o local.
Os policiais do 3º Pelotão foram imediatamente até o endereço e solicitaram atendimento médico. No imóvel, encontraram a vítima com grande quantidade de sangue. A equipe de saúde constatou que ela já estava sem sinais vitais.
A vítima foi posteriormente identificada pelas iniciais M.S.K., de 29 anos, natural de Rio Branco (AC). O caso foi registrado inicialmente como feminicídio e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Suspeito foi encontrado escondido
Durante as buscas realizadas na própria residência, a Polícia Militar encontrou o suspeito, identificado pelas iniciais C.A.S., de 43 anos, escondido em um corredor externo.
Segundo o registro policial, ele apresentava sinais de embriaguez e, ao ser questionado pelos militares, teria relatado espontaneamente que discutiu com a vítima e, após o desentendimento, desferiu golpes de faca contra ela. O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil.
Uma faca apontada como a possível arma utilizada no crime foi localizada durante os trabalhos periciais. Um aparelho celular pertencente ao suspeito também foi apreendido, e informações sobre câmeras de segurança existentes nas proximidades foram repassadas aos investigadores.
Um dado registrado na própria ocorrência chama ainda mais atenção: o suspeito possuía registro anterior relacionado à violência doméstica. A Polícia Civil deverá agora esclarecer todas as circunstâncias do crime, incluindo a relação entre vítima e suspeito e a dinâmica que antecedeu o assassinato.
Comandante da PM fala sobre o caso
Em entrevista ao DC Eventos MT, o 2º sargento PM Valdeir, comandante do 3º Pelotão de Feliz Natal, falou sobre a ocorrência e a atuação da Polícia Militar diante de um crime que terminou de forma trágica.
O episódio reforça a importância de que casos de violência doméstica, ameaças e situações de risco sejam comunicados às forças de segurança o mais cedo possível. Muitas vezes, antes de uma agressão extrema, podem existir episódios anteriores de violência, intimidação, ameaças ou controle sobre a vítima.
A violência contra a mulher não deve ser tratada como uma simples “briga de casal”. Trata-se de um problema grave de segurança pública e de violação dos direitos das mulheres.
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🚨 ALERTA PRINCIPAL ÀS MULHERES: NÃO ESPERE A VIOLÊNCIA CHEGAR AO PIOR
Para mulheres que vivem uma situação de violência, ameaça também é violência. Humilhação, perseguição, controle excessivo, agressões, destruição de objetos, ameaças de morte e intimidação não devem ser normalizados.
Se você percebe que a situação está se agravando, procure ajuda. Converse com alguém de confiança, busque a Polícia Militar, a Polícia Civil ou os serviços da rede de proteção. Quando for seguro fazê-lo, guarde mensagens, áudios, fotos ou outras provas que possam ajudar as autoridades.
Em uma situação de perigo imediato, ligue 190.
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, para oferecer orientação, receber denúncias e encaminhar mulheres à rede de proteção. O serviço também possui atendimento pelo WhatsApp no número (61) 9610-0180.
Mulheres em situação de violência também podem solicitar medidas protetivas de urgência. Segundo o Ministério das Mulheres, essas medidas podem ser concedidas diante de risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral e não dependem necessariamente da existência prévia de boletim de ocorrência, inquérito ou ação judicial.
Não silencie diante de ameaças. Não tenha vergonha de procurar ajuda. E, se você conhece uma mulher que está sofrendo violência, não ignore os sinais. Uma denúncia feita a tempo pode impedir que uma agressão termine em morte.
📞 Emergência: 190 – Polícia Militar
☎️ Denúncias e orientação: 180 – Central de Atendimento à Mulher











