Uma nova polêmica envolvendo o Território Indígena do Xingu, em Mato Grosso, acendeu o alerta das autoridades e pode ter desdobramentos graves. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi categórica ao afirmar que a prática de pesca esportiva por não indígenas na região, sem autorização formal, pode ser considerada ilegal, além de configurar invasão de terra indígena, crime ambiental e violação de direitos coletivos.
O posicionamento da Funai surge após denúncias de atividades suspeitas no território e ocorre em meio ao avanço de investigações que envolvem o vereador Remy de Souza Alves Corrêa, conhecido como Remy da Farmácia (PL), do município de Feliz Natal.
De acordo com o órgão, nenhuma comunidade indígena do Xingu possui, atualmente, autorização para explorar turismo de pesca. A proibição é resultado de uma determinação judicial que veta esse tipo de atividade dentro do território indígena.
A Funai ainda reforçou que, conforme a Lei nº 14.701/2023, qualquer atividade econômica em terras indígenas só pode ocorrer sob condições rigorosas: deve ser organizada pelas próprias comunidades, contar com aprovação coletiva, garantir benefícios diretos aos povos indígenas e possuir registro formal junto aos órgãos competentes.
Fora dessas exigências, a presença de não indígenas para práticas como pesca é considerada irregular e proibida — salvo exceções específicas, que, segundo a própria Funai, não se aplicam ao caso do Xingu.
O caso agora levanta questionamentos sérios: quem está por trás dessas atividades? Há exploração ilegal acontecendo dentro de uma das áreas mais protegidas do país? E qual será o desfecho das investigações que já miram figuras públicas da região?
A situação promete novos capítulos — e pode trazer consequências pesadas para os envolvidos.











